Klaxons esquece a rave e faz show de rock no Tim Festival em SP

Juliana Zambelo |

Acordo Ortográfico

O álbum de estreia do Klaxons está a ponto de completar dois anos e já foi executado por esses ingleses mais vezes do que eles conseguem lembrar, mas isso não impediu a banda de tocar com entusiasmo e fazer um bom e alto show de rock na terceira noite do Tim Festival em São Paulo.

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Primeiro veio a apresentação apenas simpática do Neon Neon. A dupla ¿ projeto paralelo de Gruff Rhys do Super Furry Animals ¿ subiu ao palco com dois integrantes a mais para dar conta do baixo e da bateria e mostrou seu pop eletrônico para um público pequeno, porém receptivo. Sua apresentação é afogada em sintetizadores e influências de anos 80, tornando-se quase um pastiche do synth pop daquela década.

Na metade da apresentação, o palco foi tomado de assalto por Har Mar Superstar, um cantor norte-americano que veio para fazer as vezes de rapper e agitador. Uma figura inacreditável usando jeans velhos e frouxos, camiseta curta demais para sua barriga proeminente e adereços dourados nos braços. Ele fez graça, correu pelo palco, soltou rimas plantando bananeira arrancando risos e aplausos da plateia, mas só reforçou a impressão de que o Neon Neon não deve ser levado a sério.

O Klaxons demorou uma hora para aparecer enquanto uma tempestade castigava a Arena de Eventos, que como na noite anterior não chegou a metade da sua lotação. O quarteto britânico só deu as caras por volta das 22h e chegou com The Bouncer, música de seu primeiro EP. Um de seus hits, Atlantis to Interzone, veio na sequência e deixou claro que a banda que criou o rótulo "new rave" vinha para tocar pesado, e principalmente para tocar rock. Sua música é ao mesmo tempo dançante e melodiosa no estúdio, mas ao vivo se transforma em uma massa sonora de respeito.

A seu favor a banda tem a vitalidade da juventude ¿ o tecladista James Righton e o baterista Steffan Halperin nem parecem ter idade suficiente para viajarem sozinhos ¿ e a maior parte do público compartilhava com eles essa vantagem. Assim, juntos, banda e fãs fizeram a arena tremer com as melhores faixas do álbum Myths of the Near Future : Golden Skans, Magick, Gravitys Rainbow, Totem on the Timeline, todas presentes. Os ingleses mostraram também material inédito, incluindo no set list as novas Moonhead e Calm Trees.

A apresentação teve apenas uma hora, duração perfeita para um grupo com pouca história mostrar seu vigor sem cansar o público com lados B do repertório ainda pequeno. O bis curto teve Its Not Over Yet e a volta inesperada ao palco de Har Mar Superstar para fazer novas estripulias, mas dessa vez ele era só um figurante em uma cena muito maior e melhor.

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