Kanye West mostra música nova e ego colossal no Tim Festival 2008

Juliana Zambelo |

Acordo Ortográfico

O rapper Kanye West foi a grande estrela da segunda noite do Tim Festival 2008 em São Paulo. Ele trouxe ao Brasil o espetáculo Glow in the Dark, aclamado como uma grande produção, mas provou que o maior recurso cênico dessa turnê é o seu ego colossal.

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West se apresentou para uma Arena de Eventos com espaço de sobra e público bastante modesto ¿ bom para quem queria dançar sem ser incomodado. Com mais de trinta minutos de atraso, o rapper subiu ao palco completamente sozinho e assim ficou durante todo o show, contracenando apenas com uma voz feminina, Jane, a representação da espaçonave nesta imensa viagem pop-espacial.

O show usa dois telões de alta definição, muita fumaça, explosões pirotécnicas e fogo para contar uma aventura intergaláctica e tudo acaba parecendo um musical brega e de baixo orçamento. O cenário ¿ uma paisagem inóspita de um planeta deserto ¿ lembra o de uma peça infantil, com emendas visíveis a muitos metros de distância. E é melhor nem começarmos a falar sobre o dinossauro que faz uma ponta na produção...

Mas nada disso diminui a qualidade de sua música e a força seu carisma. Kanye prendeu a atenção da plateia para a sua performance durante todo o show e levantou o público com sucessos de seu álbum mais recente, Graduation, e de trabalhos anteriores. Gold Digger e Stronger foram as mais festejadas da noite.

Com um roteiro fechado e um set list fixo, o show reservou poucas surpresas. Apenas ao final da apresentação, após encerrar sua saga com a faixa Touch the Sky, West escapou do protocolo e mostrou em primeira mão uma das faixas de seu novo trabalho previsto para chegar às lojas nas próximas semanas. A música, chamada Love Lockdown, foi acompanhada por um coro de fãs satisfeitos.

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