Joyce - Slow Music

Biscoito Fino2009Nota: 8

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Por Augusto Gomes

"A pausa é um momento importante da música. Sem silêncio, não existe som. Sem o claro-escuro, não se veem todas as nuances da cor. Sutileza gera sutileza".

As palavras são da cantora Joyce, para explicar seu mais recente álbum, Slow Music. Pausas, silêncio, nuances, sutileza - Joyce foi certeira ao escolher esses conceitos para traduzir seu disco.

O álbum tem doze faixas, entre inéditas compostas pela cantora e releituras de obras de Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Marcos Valle e Johnny Alf, entre outros.

Em grande forma vocal, Joyce é acompanhada por um trio afiadíssimo: Hélio Alves no piano, Jorge Helder no baixo e o marido da artista, Tutty Moreno, na bateria.

O disco é tão homogêneo que, numa audição mais apressada, pode até parecer repetitivo. Mas ouvir rapidamente vai contra o próprio conceito do trabalho, que afinal se chama Slow Music.

A inspiração, conta a cantora, surgiu do manifesto Slow Food, do italiano Carlo Petrini, que prega a falta de pressa para se alimentar. Joyce aplicou a idéia à música.

Das composições inéditas, as melhores são as duas últimas faixas, "Sobras da Partilha" e "Valsa do Pequeno Amor". Das releituras, Joyce recria as pérolas "Medo de Amar" (Vinícius de Moraes) e "Samba do Grande Amor" (Chico Buarque) com charme e graça ímpares.

"Amor, Amor", bela composição de Sueli Costa e Cacaso gravada por Maria Bethânia nos anos 70, é outro ponto alto.

01. Slow Music
02. Amor, Amor
03. Medo de Amar
04. Esta Tarde Vi Llover
05. Convince Me
06. Nova Ilusão
07. Samba do Grande Amor
08. O Amor É Chama
09. But Beautiful
10. Olhos Negros
11. Sobras da Partilha
12. Valsa do Pequeno Amor

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