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Jonas Brothers BR A Little Bit Longer

Katia Abreu |

Por Katia Abreu

Menudo, New Kids On The Block, Backstreet Boys, NSync, Take That, Hanson¿ Podemos enumerar dezenas de grupos nesta lista para desenhar uma linhagem de boys bands que marcaram, cada uma a sua maneira, a história do pop, voltando até nos Bee Gees, no Jackson Five e mesmo na pedra fundamental do pop, os Beatles, até chegarmos aos Jonas Brother.

Os irmãos Nick, Joe e Kevin fazem sucesso entre pré-adolescentes com canções doces e rostinhos bonitos estampados em revistas e, mais recentemente, nas telas de tevê. Mas seu novo disco A Little Bit Longer prova que, além de serem umas gracinhas, estes meninos têm sensibilidade pop para ir além de acrobacias vocais e dancinhas bem ensaiadas. Jonas Brothers se aproxima mais de uma banda de verdade do que de mera imagem para consumo de fãs frenéticas.

Claro que são jovens demais para afirmarmos se o talento vingará, de fato. Suas vozes ainda estão se adaptando às mudanças hormonais próprias da idade. Mas eles já compõem e suas músicas têm sabor agradável mesmo para adultos, que não forram as paredes do quarto com seus pôsteres e nem desejam em seus diários desposar um dos belos rapazes.

Há uma inocência bonita nas letras. Falam de um amor cândido; do menino que leva a menina para ir ao cinema, e passeiam de mãos dadas pelo parque. Uma doçura saudável embalada em melodias bacanas, com refrões ganchudos. E guitarras. Muitas guitarras, porque Jonas Brothers é rock. Um rock cristão, é verdade, mas bem melhor do que outras tentativas (escolha um nome daquela lista inicial) de meninos brancos de classe média tentando, quase sempre sem sucesso, traduzir suingue e sensualidade para crianças.

O primeiro single Burnin' Up ¿ que tem participação de um dos seguranças dos meninos, Big Rob, como rapper ¿ é dançante sem ser apelativo. A ótima BB Good aponta em direção ao hard rock, que dá tom a grande parte das músicas. A melódica Shelf trabalha bem guitarras e, fosse omitida sua autoria (para evitar o preconceito), agradaria descolados fãs de Weezer. E a lindinha Love Bug tem um clima de férias encantador, que rende o ouvinte na hora. Começa acústica, com eles conversando ao fundo, violões dedilhados e guitarrinhas e percussões pontuando a melodia, para mais tarde explodir num rock de verdade, bem de menino mesmo.

Este novo trabalho do Jonas Brothers ¿ mais as incursões solo de suas amigas Miley Cyrus e Vanessa Hudgens ¿ dão uma esperança pueril de que o pop mainstream consumido por nossos adolescentes, atualmente dominado por bandas que acham bonito embalar seus discos em caixões, comece a ter rivais à altura. A Little Bit Longer é quase uma prece para que a candura vença o pessimismo.

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