Jon Spencer faz rock ininterrupto em São Paulo

Líder da Blues Explosion promove show veloz, emenda canções e atende a pedidos dos fãs

Guss de Lucca, iG São Paulo |

A Blues Explosion, banda liderada pelo vocalista e guitarrista Jon Spencer, promoveu na noite desta quinta-feira (28), em São Paulo, um show de rock comprometido em despejar (sem pausa para respiro) o maior número de músicas possíveis para os fãs que lotaram a casa de shows Bourbon Street.

Apesar do blues no nome, o trio formado pelo cantor com o guitarrista Judah Bauer e o baterista Russell Simins faz um rock visceral, voltado ao passado, e que, em diversos momentos, remete à pegada do blues elétrico de Chicago – só que, neste caso, em velocidade bem acima do convencional.

A ausência de baixo só torna mais característico o som do grupo, em que Spencer e Bauer alternam quem faz a base e quem brinca com os solos. A diferença entre os dois é claramente a voltagem. Enquanto o vocalista pula, urra e se comunica constantemente com o público, seu parcerio de guitarra mantém o ar blasé, raramente encarando a plateia e mal se movimentando no palco. Entre eles ficam as poucas peças da bateria de Russell Simins, sem dúvida o cara que mais trabalha (e transpira) na banda.

Enquanto na primeira parte do show a Blues Explosion não deu tempo dos fãs respirarem, emendando canções de álbuns diversos, como o cultuado "Acme" e o mais recente "Damage", no bis Spencer cumpriu o que disse em entrevista ao iG e atendeu ao pedido gritado do mezanino para tocar "She Said", single do disco "Plastic Fang" – sem dúvida o trabalho cujas canções mais empolgavam o público.

Quem esteve presente pôde conferir que, além de comprometido com o rock, Jon Spencer sabe que quem vai a um show não quer apenas ouvir música, mas sentir o suor e a vontade daqueles que estão no palco empenhados em fazer a melhor apresentação de sua carreira. Para isso, o roqueiro até fez uso de um teremim, num dos momentos que fatalmente marcou a noite.

Ao fim do espetáculo, uma surpresa, já que Judah Bauer, o "cara blasé", abriu um tímido sorriso e, enquanto seus companheiros deixavam o palco, abandonou a pose e desceu para cumprimentar os fãs de perto. Sinal de que não apenas a banda agradou ao público, mas o inverso também ocorreu.

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