João Gilberto ainda não foi notificado sobre ação de despejo

Ação tramita na 24ª Vara Cível do Rio, que não expediu o mandado de citação para que o músico tome conhecimento do processo

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

A assessoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) informou que a 24ª Vara Cível do Estado ainda não emitiu mandado de notificação ao cantor João Gilberto, que está sendo processado em uma ação de despejo pela condessa Georgina Brandolini D’Adda . O músico vive há 15 anos em um imóvel no Leblon alugado pela condessa por cerca de R$ 8 mil mensais. Georgina deve chegar na próxima segunda-feira (31) à capital carioca para acompanhar o processo de perto (número 0005126 -43.2011.8.19.0001). 

Reprodução Google Mapas
O prédio onde João Gilberto vive há 15 anos, no Leblon; a proprietária do imóvel alega que o cantor não deixava ninguém entrar no apartamento, nem para fazer reparos

De acordo com o advogado Paulo Roberto Moreira Mendes, que representa a condessa, a ação foi necessária porque o cantor não permitiu que fossem feitos reparos nas janelas do apartamento, cuja estrutura ameaça cair. Mendes afirma que foi o comportamento recluso do cantor - que não deixa ninguém entrar no imóvel - o responsável pelo desgaste na relação com a sua cliente. “Já apresentamos o processo. Agora, temos de esperar”, disse o advogado, que viajou nesta sexta-feira (28) para São Paulo.

Eduardo Lopes/ Coluna Vivi Mascaro
A condessa Georgina Brandolini D'Adda reclama da relação que mantém com o inquilino João Gilberto e quer seu apartamento de volta
O apartamento está localizado no 13º andar de um prédio na Rua General Urquiza, no Leblon (zona sul). De acordo com advogado da condessa, o contrato de aluguel venceu há seis meses. A ordem de despejo alegou “denúncia vazia”, instrumento jurídico que permite ao proprietário do imóvel pedir o bem de volta sem alegar o motivo.

A partir do momento em que for notificado, João Gilberto terá o prazo de 15 dias para dizer se contesta ou acata a ação. Mas, segundo especialistas em direito imobiliário, o processo pode se arrastar, caso o músico não aceite ser notificado. Neste caso, o mandado terá de ser publicado no Diário Oficial do Estado para que o processo possa ir à frente.

A causa foi avaliada em R$ 84 mil e o músico pode ser obrigado a pagar 20% das custas do processo, caso seja condenado pela Justiça.

Músico não se manifesta

O iG não conseguiu localizar o cantor João Gilberto. Na Show Brás Produções, que representa o artista no Rio de Janeiro, as respostas foram lacônicas. “Estão todos de férias, estou aqui só atendendo o telefone”, despistou um rapaz que se apresentou apenas como André. “Não sei nem quem está atuando como empresário dele”, acrescentou o funcionário, ao ser perguntado se Otávio Terceiro ainda é o empresário do cantor.

Em São Paulo, o telefone da Fantoche Produções, que cuida dos interesses do artista naquele Estado, só atende a caixa postal.



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