Jack Johnson promete voltar a cantar Jorge Ben em shows no Brasil

Músico, um dos bons moços do pop atual, conta ao iG como serão as apresentações no país

Augusto Gomes, iG São Paulo |

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O cantor Jack Johnson
Jack Johnson é um dos bons moços do pop atual. E não apenas por causa de sua música leve e romântica: o músico também envolve-se com causas beneficentes (recentemente, participou de um show para levantar dinheiro para as vítimas do tsunami no Japão) e ecológicas (seu álbum mais recente, "To the Sea", foi gravado em estúdios movidos a energia solar) e é um pai de três filhos, casado há dez anos com sua namorada da época da faculdade. Nada mais distante que a imagem padrão de sexo, drogas e rock'n'roll de, por exemplo, um Axl Rose.

A impressão fica ainda mais forte depois de conversar com ele. Em entrevista por telefone ao iG para promover a turnê que fará pelo Brasil a partir do final do mês, o cantor foi a mais perfeita tradução da tranquilidade e da simpatia. "Seu nome é Augusto? Eu quase dei esse nome ao meu filho. Uma homenagem ao Augustus Pablo, um cantor que eu gosto muito. Você conhece?", pergunta assim que a conversa começa (trata-se de um cantor jamaicano de reggae, famoso nos anos 1970). A descontração, rara em astros que já venderam milhões de discos ao redor do planeta, continua por todo o papo.

Johnson até cantou pelo telefone. No caso, um trecho de "Mas que Nada", de Jorge Ben. Na primeira vez que veio ao Brasil, em 2006, ele incluiu um trecho dessa canção em seus shows. "Sim, eu me lembro. 'Obá, obá, obá...'", cantarola. "O público gostou daquela vez, então acho que vou cantar de novo", diz. Ele é conhecido por incluir músicas de outros artistas em suas apresentações. "Eu e o pianista da minha banda sempre escolhemos alguma coisa. Às vezes dá certo, às vezes o público fica olhando com aquela cara de 'o que eles estão tocando?'", ri.

"Estou pensando em tocar alguma música do Sublime (grupo famoso nos anos 1990 com a música "Santeria") aí no Brasil. O que você acha? O Sublime é conhecido aí?", pergunta. Ao ser informado que a banda não apenas faz sucesso como também vai tocar no país em maio, Johnson se animou. "Então com certeza vou tocar alguma música deles", prometeu.

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Jack Johnson
A série de shows pelo Brasil começa no próximo dia 21. A primeira apresentação acontecerá em São Paulo, dentro do festival Natura Nós, que ainda terá nomes como os britânicos Jamie Cullum e Laura Marling e as brasileiras Maria Gadú e Roberta Sá. Depois, Johnson segue para Belo Horizonte (Mineirinho Arena, 24/05), Brasília (Estacionamento do Mané Garrincha, 25/05), Fortaleza (Marina Park, 27/05), Recife (Cabanga Iate Clube, 28/05), Porto Alegre (Ginásio Gigantinho, 02/06), Florianópolis (Stage Music Park, 03/06) e Rio de Janeiro (HSBC Arena, 05/06).

É a mesma turnê que começou no meio do ano passado e que ainda vai passar por boa parte da Europa depois do Brasil. A receita de Johnson para não se cansar de fazer tantos shows é se divertir no palco. "Sempre que posso, tento mudar um pouco o repertório de uma noite para outra. Mas são alterações pequenas, porque não dá para deixar os sucessos de fora", explica. "Também não sou o tipo de pessoa que, quando lança um disco, só quer saber de tocar as músicas novas. As antigas que o público gosta estão todas lá."

Johnson também tem gosta de levar sua família com ele em suas turnês. Mas, pelo menos uma vez, esse costume provocou uma dor de cabeça. Ou melhor, dor de pernas. "Eu estava no Japão quando aconteceu o terremoto e nosso quarto ficava no 29º andar do hotel. Tudo balançava, foi bem assustador. Como não podíamos usar os elevadores, tive que descer os 29 andar com meus filhos no colo. Minhas pernas ficaram doendo por três dias", conta. Por causa do tremor, ele teve que cancelar os shows que faria no Japão.

No início de abril, Johnson foi a principal atração de um show beneficente no Havaí para arrecadar recursos para as vítimas do tsunami. "Conseguimos 1,6 milhão de dólares", festeja. O lucro obtido com as performances no Brasil, assim como o de toda a turnê, também será doado. "Vamos beneficiar entidades de educação musical e de defesa do meio-ambiente", diz o músico.

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