Jack Johnson abre turnê brasileira com show para 20 mil pessoas

Cantor foi principal atração do festival Natura Nós, que ainda teve Jamie Cullum e Laura Marling

Augusto Gomes, G São Paulo |

Jorge Rosenberg / iG
Show de Jack Johnson teve pouco menos de duas horas de duração e incluiu músicas de toda a sua carreira
O cantor americano Jack Johnson abriu sua turnê pelo Brasil neste sábado, com uma apresentação para cerca de 20 mil pessoas no festival Natura Nós, em São Paulo. De sandálias, calça jeans surrada e camiseta, ele não deu bola para frio e transformou a gelada Chácara do Jockey numa espécie de praia improvisada - até mar havia, se forem contadas as imagens de ondas no telão do fundo do palco.

Seu show teve pouco menos de duas horas de duração e incluiu músicas de toda a sua carreira. Como havia prometido em entrevista ao iG , ele não focou o repertório apenas em seu mais recente disco, "To the Sea". Boa parte das músicas tocadas foi dos álbuns "On and On" (2003) e "In Between Dreams" (2005), incluindo os sucessos obrigatórios desde último "Sitting, Wishing, Waiting", "Good People" e "Better Together".

Outra promessa cumprida foi voltar a cantar "Mas que Nada", canção de Jorge Ben famosa nos Estados Unidos pela versão de Sérgio Mendes. Quando veio ao Brasil pela primeira vez, em 2006, Johnson já havia cantarolado um trecho da música em suas apresentações. Dessa vez, a faixa veio completa, e com participação especial da brasileira Vanessa da Mata.

O show começou pouco depois das 22h, com a música "You and Your Heart". Na segunda, "If I Had Eyes", o público já estava cantando junto. O coro continuou por toda a apresentação, muitas vezes surpreendendo o próprio Johnson, que olhava incrédulo para os músicos da banda.

Simpático, o cantor arriscou alguns "obrigado" e interpretou alguns versos em português antes de "Banana Pancakes" - bastou cantar coisas como "oi linda" para a gritaria feminina tomar conta da Chácara do Jockey.

Jorge Rosenberg / iG
Jack Johnson arriscou alguns "obrigado" e interpretou alguns versos em português durante o show
Além de Vanessa da Mata, houve também a participação especial do músico G. Love, que já havia tocado no festival durante a tarde e voltou para fazer um dueto com Johnson em "Rodeo Clowns" e tocar gaita em mais algumas músicas.

Antes de Johnson, o cantor e pianista britânico Jamie Cullum havia tocado no palco principal do festival Natura Nós. Por pouco ele não roubou a noite: além de fazer um jazz pop surpreendentemente efetivo para grandes espaços, ele se movimentou tanto pelo palco que não deixou o público se distrair.

Logo no início do show, já subiu em cima do piano - e caiu logo depois, talvez culpa do uísque com garaná que estava bebendo. Aos poucos foi tirando seu figurino comportado até ficar só de calça e camiseta. Enquando isso, ia cantando composições próprias ("Twentysomething" e "Mind Trick") e inusitadas versões de sucessos pop, como "Please Don't Stop the Music" (Rihanna), "High and Dry" (Radiohead) e "The Wind Cries Mary" (Jimi Hendrix) para fechar.

A também britânica Laura Marling não teve a mesma sorte. Pouco conhecida no Brasil, não tinha todos os truques de Cullum na cartola para atrair a plateia. Teve que se valer apenas de suas canções e a maior parte do público reagiu com indiferença.

No palco secundário, tocaram os artistas brasileiros - ou quase, já que o projeto Bamba Dois do produtor BiD reunia músicos de todo o planeta. O grupo animou a plateia com seu reggae cheio de toques de música brasileira, mas quem atraiu mais público ao local foi mesmo Maria Gadú. A outra brasileira do palco, Roberta Sá, cantou quando a Chácara do Jockey ainda estava praticamente vazia.

Dos nomes internacionais do festival, apenas Johnson faz outros shows no Brasil. Ele ainda vai tocar em Belo Horizonte (Mineirinho Arena, 24/05), Brasília (Estacionamento do Mané Garrincha, 25/05), Fortaleza (Marina Park, 27/05), Recife (Cabanga Iate Clube, 28/05), Porto Alegre (Ginásio Gigantinho, 02/06), Florianópolis (Stage Music Park, 03/06) e Rio de Janeiro (HSBC Arena, 05/06).

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