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Hot Chip BR Made in the Dark

Katia Abreu |

Por Katia Abreu

As pistas de dança têm o que comemorar. Neste terceiro álbum do Hot Chip há, pelo menos, um sucessor à altura do hit Over and Over: Ready For The Floor, que já é celebrada pelos DJs mais antenados. E, para manter a festa animada, some-se a ele a tensa e quebrada Out at the Picture, o tribalismo sombrio de Shake a Fist, o R&B robótico de Bendable Poseable e Dont Dance, a disco music esquizofrênica de Touch Too Much e Hold On. Sem contar a quase roqueira One Pure Thought, que será trilha perfeira prum cruzeiro espacial, numa espécie de estação Alcapuco perdida pela galáxia.

Mas Made In The Dark também tem um lado menos dançante, onde nem sempre o grupo liderado por Alexis Taylor e Joe Goddard acerta a mão. Agradam com Wrestlers, um pop esquisitinho, recheado por palminhas, pianos e sintetizadores, e We're Looking for a Lot of Love consegue bom efeito, por conservar uma boa batida pulsando apesar de desacelerar os beats. Já a faixa título até é bonita com seus pianos e sutilezas eletrônicas, mas destoa demasiado do restante do disco. E, não fosse tudo ter corrido bem até aqui, as canções que encerram o disco, Whistle for Will e In the Privacy of Our Love, colocariam tudo a perder dada sua chatice.

O grupo, formado em 2000, alcançou sucesso pop com seu disco anterior, The Warning . Este Made In The Dark vem para firmá-los como uma interessante banda dessa safra de eletro-indie que, neste fim de década, já começa a soar um pouco cansativa. Mas o Hot Chip parece ser o New Order dessa geração. Uma banda que consegue ousar e ser inteligente, com canções perfeitas para embalar uma boa noitada.

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