Há 30 anos, morria Ian Curtis

Três décadas após cometer suicídio, líder do Joy Division ainda é figura influente

Lúcio Ribeiro, colunista do iG |

Uma das tragédias pessoais mais marcantes da história do rock faz 30 anos hoje. Tragédia pessoal, vale dizer, mas também uma das mais públicas: filmada, biografada, documentada, discutida, reproduzida e lembrada ou nas conversas de roqueiro ou nas músicas de muitas bandas hoje. 

Divulgação
Ian Curtis, vocalista do Joy Division

O aniversário do suicído de Ian Curtis, na época o perturbado líder da sorumbática banda inglesa Joy Division, uma das mais importantes do pós-punk britânico, deve estar levando um monte de gente ao número 77 da rua Barton, na periferia de Manchester, local em que o músico escreveu boa parte das canções de sua banda e também onde se enforcou, aos 23 anos, após ver um filme do cineasta alemão Werner Herzog.

Uma série de eventos na Inglaterra lembra Ian Curtis. Uma exposição chamada The Unknow Pleasures Exibition ( Unknow Pleasures é o nome do primeiro disco do Joy Division) desencava e bota à mostra material rado do histórico álbum, como rascunho da capa, pôster de campanha, o set list escrito a mão por Curtis entre outras coisas.

No último final de semana, o vanguardista festival All Tomorrow's Parties, realizado em Minehead, passou em seu cinema os filmes Control , dramatização da vida de Ian Curtis, e Joy Division , um
recente documentário sobre a banda.

No clube Factory, também em Manchester, um show organizado neste 18 de maio pelo ex-baixista do Joy Division e da continuação dela, o New Order, arma um show com amigos para recriar ao vivo e faixa a faixa o disco Unknow Pleasures , porque o rock não deixa de lembrar Ian Curtis. Seja nos velhos amigos, seja na nova geração.

Bono costuma dizer que o U2, principalmente do começo, tem muito de Joy Division. Apesar do estilo melancólico, arrastado e difícil da música de Ian Curtis, o megastar da eletrônica Moby e o guitarrista
John Frusciante, que por muito tempo tocou na alegre e extrovertida banda californiana Red Hot Chili Peppers, também se declaram influenciados em suas músicas pela aura dark característica de Ian
Curtis.

O rock atual também está impregnado dos "prazeres desconhecidos" de Ian Curtis e do Joy Division. Bandas como Interpol, Bloc Party, She Wants Revenge e Editors, por exemplo, podem ser chamadas sonoramente, ali e aqui, como filhas legítimas do Joy Division. O semanário inglês "New Musical Express" estampa na revista que passa a circular hoje o rosto atormentado de Ian Curtis para dizer que o músico ainda está muito vivo na música britânica.

Não dá para negar. É bastante lembrança para um músico que teve uma carreira de três anos e morreu há 30.

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