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Cultura
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Gogol Bordello comanda micareta cigana inesquecível no Tim Festival 2008

Juliana Zambelo |

Acordo Ortográfico

O público continuou reduzido na terceira noite da Arena de Eventos do Tim Festival em São Paulo e não chegou a ocupar metade do espaço disponível, mesmo sendo esta a noite mais barata do evento (os ingressos custavam R$ 60). Ainda assim, subindo ao palco pouco depois das nove da noite, o Gogol Bordello fez o melhor e mais quente show que a tenda do Ibirapuera viu até o momento.

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Eugene Hütz, líder da banda, é o grande rockstar do evento. Ele é exótico, feio, carismático, tem um estilo todo próprio e carrega uma carga de energia sem igual. Ele domina o palco desde os primeiros acordes da apresentação, dando conta de todo o espaço e de todos os olhares sem parar para respirar. A única pausa serve para a ingestão de vinho tinto direto da garrafa.

O som na Arena estava alto. Além de Hütz e seu violão, a banda tem violino, acordeom, guitarra, baixo e bateria, tudo tocado com pegada punk. O Gogol ainda ganha eventualmente no palco a companhia de duas garotas; elas vieram vestidas com pequenos uniformes do Santos para encantar a torcida masculina, tocar pratos e bumbo e fazer backing vocals estratégicos.

De seu álbum mais recente, Super Taranta, o Gogol Bordello tocou apenas três faixas (entre elas, o hit "Wonderlust King"), enquanto a base do repertório veio do disco anterior, Gypsy Punks: Underdog World Strike.

Todos se movimentam muito durante o show, fazendo desta a mais aeróbica noite do evento. As músicas se sucederam sem intervalo e a vibração vinda do palco era tão intensa que, sem hesitar, o público enlouqueceu junto e pulou do início ao fim, embarcando sem pudores em uma grande micareta cigana. Pela entrega da banda no palco, pelo abandono do público aos comandos da música, foi uma apresentação para ser lembrada por muito tempo.

A banda deixou o palco ovacionada após cerca de uma hora de apresentação. O público não arredou pé, exigindo mais, implorando por um bis durante minutos, mas não teve jeito. A produção foi irredutível: aumentou o volume da música de espera e correu para desmontar o palco, provocando, depois da catarse, o grande anticlímax do festival.

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