George Clinton, Prince, Stevie Wonder e os reis da black music

Os três grandes nomes da música negra americana desembarcam no Brasil; veja lista com dez nomes obrigatórios

Thiago Ney, iG São Paulo |

George Clinton, Stevie Wonder e Prince, três dos principais nomes da história da black music, desembarcam no Brasil nos próximos meses.

Clinton é a principal atração do Black na Cena , que acontece neste final de semana em São Paulo. Prince se apresentará no Rio em 27 de agosto, no Back2Black . E Stevie Wonder será um dos destaques do Rock in Rio 2011 .

Abaixo, o iG lista dez artistas obrigatórios da black music norte-americana. Escolha o seu preferido na enquete.

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George Clinton durante show em 2009 nos EUA
George Clinton - Levou o funk a uma nova dimensão com o grupo Parliament-Funkadelic. Obcecado pelo cosmos e pelo futuro, afirma ter sido abduzido algumas vezes. Com o P-Funk, foi o artífice de uma música que misturava futurismo, tecnologia, discurso político e racial, ficção científica e muito balanço - pode chamar de afro-futurismo. Clinton tem 69 anos e sua sombra encampa grande parte da música pop feita nos últimos 40 anos, do rock ao hip hop e à música eletrônica.

[]Michael Jackson - Com 5 anos, juntou-se aos irmãos no Jackson Brothers (que viraria depois Jackson 5). Com menos de 15, já soltava um disco solo. Com 24, lançou "Thriller" e tornou-se um mito. A trajetória meteórica de Jackson é proporcional ao seu talento para criar canções perfeitas. "Don't Stop 'til You Get Enough", "Billie Jean", "Beat It", "Bad", Wanna Be Startin' Somethin'", "ABC": a quantidade de hits é insuperável.

James Brown - Padrinho do Soul e Artista Mais Trabalhador do Showbusiness são alguns dos apelidos dados a James Brown a partir dos anos 1960, quando tornou-se uma espécie de Porta-voz da América Negra. Morto em 2006, Brown foi capaz de acalmar os negros americanos após o assassinato de Martin Luther King (com um show em Boston). Mas era, acima de tudo, um entertainer perfeito. Ninguém dançava e cantava como ele.

Prince - Pouca gente consegue manter a qualidade lá em cima por muito tempo. Entre 1980 e 1988, Prince lançou os irrepreensíveis "Dirty Mind", "Controversy", "1999", "Purple Rain", "Around the World in a Day", "Parade", "Sign o' the Times", "Black Album" e "Lovesexy". Prince desenhou novos contornos para o funk, brincou com o rap e atualizou a soul music. Pode ser errático e controverso, mas nunca convencional.

Otis Redding - Morreu em 1967 em um acidente de avião. Redding tinha apenas 26 anos. Su maior sucesso, "(Sittin' on the) Dock of the Bay", foi gravado três dias antes de sua morte. Mas seria injusto lembrar Reddind por uma canção - "I Can't Turn You Loose", "Try a Little Tenderness". Além disso, compôs "Respect", imortalizada por Aretha Franklin. Sua influência é escancarada: Jay-Z e Kanye West lançaram a música "Otis", em sua homenagem.

Marvin Gaye - Se você tiver de escolher um único disco para entender a soul music, ouça "What's Going On" (1971). Tensão social, lirismo, Vietnã e esperança permeiam canções como "What's Going On", "Mercy Mercy Me", "What's Happening Brother", "Inner City Blues". Se ficasse só neste disco, Gaye já seria um fora de série - mas em 1973 ele lançaria "Let's Get It On", disco que colocaria o funk de ponta cabeça. Um gênio da música.

Stevie Wonder - É um nome incontornável do funk graças a canções como "Higher Ground" e "Superstition". Se hoje Stevie Wonder é bastante conhecido por baladas românticas, nos anos 1970 ele ajudou a black music a se expandir com arranjos complexos e experimentações - basta ouvir discos como "Innervisions" e "Songs in the Key of Life".

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A cantora Aretha Franklin
Aretha Franklin - No meio de tanto rei, ela é a legítima rainha da black music. Para falar de Aretha, pode-se enfileirar a quantidade de canções que ela colocou no topo das paradas de r&b (20) ou o número de Grammys recebidos (também 20). Mas o que diferencia Aretha de outras cantoras (e cantores) é a voz que combina intensidade gospel e intimismo soul. Sua interpretação de "Respect" tornou-se um hino feminista.

Curtis Mayfield - Coloque "Move On Up" para tocar e seu dia se tornará ensolarado. Mayfield tem uma das vozes mais distintas da soul music, capaz de alcançar timbres arrepiantes. A balada "People Get Ready", de 1965 (quando Mayfield ainda fazia parte do grupo The Impressions), ainda hoje emociona. Ele não apenas compunha e cantava, mas produzia para gente como Aretha Franklin e Gladys Knight.

Ray Charles - Morreu em 2004, aos 73 anos. Também em 2004, teve sua vida registrada no filme "Ray", que rendeu a Jamie Foxx um Oscar de melhor ator. Nos anos 1960, cativou brancos e negros dos EUA ao atropelar as fronteiras que separavam o soul, o gospel e o blues. A luta pelos direitos civis nos EUA teve como trilha a definitiva versão de Charles para "Georgia on My Mind", gravada em 1960. Foi escolhido o segundo melhor cantor da história da música pela revista "Rolling Stone" - mas, além de saber cantar, Charles era um músico e arranjador incomparável.

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