MGMT, Foster the People, TV on the Radio: saiba como foi o segundo dia do festival, que ganha versão brasileira no final de semana

O Foo Fighters encerrou neste domingo (01) a edição chilena do festival Lollapalooza com um show superlativo. Não apenas na duração - 23 músicas em duas horas e meia de performance - como também na qualidade: da escolha do repertório à energia com que as canções foram tocadas, passando pela movimentação pelo palco, interação com o público e até participações especiais, tudo foi impecável.

"Formamos essa banda há muito tempo e temos muitas músicas. Vamos tocar o maior número possível de canções, porque nunca viemos ao Chile e Deus sabe quando conseguiremos voltar. Afinal, vocês não querem um show curto, não é?", perguntou o líder do grupo, Dave Grohl, antes de começar a cantar "Learn to Fly", um dos destaques da primeira metade da apresentação.

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Dave Grohl, líder do Foo Fighters, durante show no Lollapalooza Chile
EFE
Dave Grohl, líder do Foo Fighters, durante show no Lollapalooza Chile
O discurso, sob medida para agradar o público, é uma das amostras de como Grohl sabe se comportar como um perfeito astro do rock. Assim como as corridas pelas laterais do palco e pela passarela que o levava até o meio da plateia e aquele balançar de cabeça que imediatamente leva os fãs a fazer o mesmo. Todos os ingredientes da receita de um bom rock de arena estão lá.

A apresentação começou com "All My Life", com Grohl já correndo por todos os lados. Após energéticas versões de "Rope" e "The Pretender", veio o primeiro ponto alto da noite: "My Hero", sucesso de 1997. Diante de uma plateia extasiada, Grohl fez o discurso citado parágrafos acima. Depois, tocou então outro sucesso dos anos 1990, "Learn to Fly", e mais duas do recente disco "Wasting Light", "White Limo" e "Arlandria".

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O bloco intermediário do show teve como destaques as violentas versões de "Breakout" e "Walk". Em "Monkey Wrench", Grohl chamou um garoto da plateia e o colocou sobre os ombros. A reta final da apresentação ainda teve músicas como "This Is a Call", um dos primeiros sucessos do grupo, uma versão de "In the Flesh?", do Pink Floyd, e, para fechar a apresentação, "Best of You".

Mas, antes de tudo acabar, ainda havia o bis. E que bis: começou com Grohl sozinho no palco, interpretando "Wheels". Ele continuou sozinho na música seguinte, "Times Like These", mas o restante da banda se juntou a ele no meio da canção. Com todos então reunidos, foi a vez de uma versão de "Young Man Blues", clássico do blues famoso na versão do The Who.

A canção seguinte foi outra versão: "Bad Reputation", de Joan Jett, com participação especial da própria cantora. Já seria um final impecável para um grande show, mas o Foo Fighters tinha ainda mais um trunfo: "Everlong", talvez a melhor canção de seu repertório, foi a escolhida para encerrar a apresentação após duas horas e meia. Exatamente a duração do show prometida por Grohl.

Andrew VanWyngarden, do MGMT, em Santiago
EFE
Andrew VanWyngarden, do MGMT, em Santiago
Outras bandas

O segundo dia do Lollapalooza Chile teve uma programação intensa. A primeira banda importante da programação, Foster the People, já estava no palco pouco depois das 13h. Teve azar de tocar debaixo de um sol forte - a temperatura em Santiago ultrapassava os 30 graus -, mas mesmo assim reuniu um bom público. Mais até que as duas bandas que tocaram em seguida nos palcos principais, Friendly Fires e Band of Horses.

Quando o sol começou a baixar, aconteceu a primeira grande performance do dia. A banda americana TV on the Radio fez um dos melhores shows de todo o festival, surpreendendo o público com interpretações mais rápidas e pesadas (e ainda assim sem perder a complexidade das versões de estúdio) das músicas de seus quatro álbuns. O melhor exemplo foi "Staring at the Sun", acelerada a ponto de fazer a plateia toda pular.

Outras canções que tiraram o público do chão foram "Caffeinated Conciousness" e "Wolf Like Me". A apresentação terminou com uma surpresa: como ainda havia tempo para mais uma música, o grupo fez uma grande versão de "Waiting Room", do Fugazi. O organizador do festival, Perry Farrell, que havia assistido praticamente à apresentação inteira numa lateral do palco, erá só sorrisos.

Os roadies do TV on the Radio mal haviam começado a desmontar os equipamentos da banda quando Joan Jett iniciou sua performance no palco ao lado. Ela abriu o show com a mesma "Bad Reputation" que, algumas horas depois, iria cantar de novo ao lado dos Foo Fighters. Vestida de preto dos pés à cabeça, aparentava bem menos que os seus 53 anos. E empolgou o público com seu rock sem firulas, cujo destaque foi "I Love Rock'n'Roll".

Depois dela, foi a vez da psicodelia dançante do MGMT. A apresentação dos americanos, no entanto, foi decepcionante. Tanto que, aos poucos, o grupo foi perdendo público. Houve quem preferisse se posicionar no palco onde o Foo Fighters tocaria em seguida, houve quem preferisse descansar num dos muitos gramados do parque O'Higgins. Quem tentou fugir para o show de Skrillex, que tocava num espaço fechado, se deu mal: a arena já estava lotada.

Público empolgado durante show no Lollapalooza Chile
EFE
Público empolgado durante show no Lollapalooza Chile
Uma boa opção foi se dirigir para um dos palcos alternativos, onde se apresentava a cantora canadense Peaches. A pequena plateia - quando o show começou, menos de 100 pessoas - viu uma das performances mais divertidas do festival: um rock eletrônico debochado, com direito a banhos de champanhe no público, dançarinas fazendo strip tease e uma versão de "Private Dancer", sucesso dos anos 1980 de Tina Turner.

No Brasil

A primeira versão brasileira do festival Lollapalooza acontece no próximo final de semana, no Jockey Club de São Paulo. No sábado (07), tocam Foo Fighters, TV on the Radio e Joan Jett, entre outros. No domingo (08), é a vez de Arctic Monkeys, Jane's Addiction e MGMT.

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