"Fama mata mais que drogas", afirma Keith Richards em entrevista

Guitarrista declara à BBC que heroína o ajudou a "manter os pés no chão" e diz que ego de Mick Jagger ameaçou os Rolling Stones

BBC Brasil |

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Keith Richards: revelações em autobiografia
O guitarrista dos Rolling Stones Keith Richards afirmou, em entrevista exclusiva à BBC, que a "fama mata mais que drogas", acrescentando que a heroína "o ajudou" a lidar com a pressão imposta pela fama.

Promovendo a sua auto-biografia "Life", Keith disse ainda ao jornalista Andrew Marr, da BBC, que viu "muita gente boa" se perder no mundo das celebridades, destacando que o próprio Mick Jagger "esteve lá" na década de 80.

"De uma forma estranha, a heroína e outras drogas me ajudaram a manter os meus pés na sarjeta, não só no chão", ironizou.

A egotrip de Jagger quase acabou com os Stones, segundo Richards, que disse ter tido que "remendar" as relações para evitar o fim da banda.

O guitarrista revela ainda que os roqueiros britânicos do início da década de 60 eram ingênuos no que diz respeito a drogas.

Segundo Richards, a inocência foi perdida através de "segredos de bastidores" trocados com bandas negras americanas. "Eles chegavam nos shows e tinham um visual tão perfeito e correto. E tinham feito a mesma viagem que nós."

"E nós entrávamos nos arrastando. E isso com menos de 20 anos", disse, acrescentando que o "segredo" era um coquetel de pílulas e fumo, "a única forma de você fazer dois shows em um mesmo dia em lugares distantes 500 milhas".

Veja abaixo a entrevista em vídeo: 

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