Fã do Guns n' Roses será indenizada por atraso em show

Grupo liderado por Axl Rose tocou em Porto Alegre em março de 2010

Daniel Cassol, iG Rio Grande do Sul |

Futura Press
O cantor Axl Rose
Uma fã da banda de rock norte-americana Guns n’ Roses será indenizada pela organizadora do show realizado em Porto Alegre, em março do ano passado. Os motivos foram a mudança no local e o atraso de mais de cinco horas para o começo do espetáculo.

A decisão foi tomada pela 3ª Turma Recursal Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. O valor da restituição foi estabelecido em R$ 1.344, correspondente ao valor pago pela contadora Michele Wissmann, moradora de Nova Petrópolis, município da Serra Gaúcha, por ingressos para a pista VIP. Michele diz que o atraso para o show da banda liderada por Axl Rose lhe causou transtornos.

“Consideramos uma falta de respeito. Com o atraso, acabamos chegando em Nova Petrópolis depois das 5h da manhã, tendo que trabalhar”, conta.

Marcado inicialmente para o ginásio Gigantinho, o show foi transferido para o estacionamento da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). A mudança foi informada no mês anterior ao show. No dia do espetáculo, Axl e a banda estariam jantando no Rio de Janeiro quando já deveriam estar tocando em Porto Alegre. O show de abertura estava previsto para as 19h, mas os portões foram abrir apenas às 19h40, com a produção ainda trabalhando na montagem do palco. Axl e seus colegas de Guns começaram a tocar por volta das 2h.

Michele e outros moradores da cidade que foram ao show entraram com a ação na Justiça Estadual. A advogada Eliane Kiekow, que defendeu Michele, representa outras duas pessoas da mesma cidade. A empresa T4F, responsável pelo evento, recorreu. Ela alega que o atraso ocorreu por motivo de força maior, já que, dois dias antes, no Rio de Janeiro, parte dos equipamentos da banda foi danificada. Segundo a advogada, a empresa tentou um acordo, oferecendo ingressos para outros espetáculos.

Com base no Código de Defesa do Consumidor, o juiz Jerson Moacir Gubert manteve a decisão pelo ressarcimento dos danos materiais, mas negou o pedido de indenização por danos morais, que fazia parte da ação.A reportagem procurou a assessoria de imprensa da T4F, mas não obteve um posicionamento da empresa até o momento.

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