Exaltasamba homenageia sul do país em novo DVD

Péricles e Thiaguinho falam sobre o novo álbum do grupo em entrevista exclusiva

Redação iG Música |

Minutos antes de iniciar sua participação no bate papo do iG, os músicos Thiaguinho e Péricles, do Exaltasamba, conversaram com a redação do iG Música sobre o formato de trabalho do grupo e a gravação de seu mais recente trabalho, o CD Ao Vivo na Ilha da Magia - que também foi lançado em DVD.

O primeiro álbum do grupo foi Eterno Amanhecer , de 1992. O que vocês acham que mudou no Exaltasamba de lá até hoje?

A principal mudança foi a nossa postura musical. A princípio era uma postura mais radical, era tudo novidade, queríamos mostrar que éramos vencedores.

A cena forte do ABC naquela época era a rock, e queríamos mostrar que havíamos conquistado terreno como um grupo de samba.

Em 94 acabamos mudando essa postura, a grosso modo tivemos que dar um passo para trás para poder dar três passos para frente. Abrimos mão de algumas coisas para poder avançar com o nosso trabalho.

Dá para traçar alguma mudança no estilo da banda. Vocês têm uma fórmula que sempre seguem ou existem trabalhos onde a forma de compor e gravar mudou? Como nasce um disco do Exaltasamba?

Nasce da ideia do que queremos, do perfil que traçamos para o disco. Mesmo de 92 para cá essa maneira de conceber um novo trabalho não mudou. Para cada álbum traçamos uma meta de 14 ou 15 canções com potencial para se tornarem sucessos.

No novo DVD, "Ao Vivo na Ilha da Magia", por exemplo, gravamos 14 músicas inéditas que todo mundo canta nos shows como se já as conhecem há dez anos.

O álbum Exaltasamba Ao Vivo , de 2002, teve a participação dos fãs na escolhas das faixas. Como foi essa experiência? Houve alguma surpresa, alguma canção que apareceu e vocês não esperavam?

Não. As músicas escolhidas estavam dentro daquilo que havíamos imaginado. Mas por sugestão do empresário colocamos uma canção que não estava entre as eleitas, "Pra Não Pensar em Você".

Baseamos nossa escolha na boa recepção que a música tinha durante as apresentações, e ela casou perfeitamente com o restante do álbum.

Agora vocês estão lançando um novo álbum ao vivo, o Ao Vivo na Ilha da Magia . Qual a relação do Exaltasamba com registros ao vivo? Vocês preferem dessa forma ou ainda acham melhor a gravação em estúdio?

Não dá para comparar. A resposta do álbum ao vivo é mais bacana. A vantagem do estúdio é que a atmosfera permite que surjam novas ideias durante a gravação, e isso é muito legal.

Mas desde 2002 não paramos mais de gravar registros ao vivo. Foi uma guinada na nossa carreira, um divisor de águas que nos permitiu atingir outros públicos.

Não sei se o próximo álbum será ao vivo, mas está difícil fugir de um formato que deu tão certo. É como dizem, não se mexe em time que está ganhando.

O novo trabalho também vem acompanhado de um DVD. Qual são as principais diferenças desse novo DVD para os anteriores "Todos os Sambas: Ao Vivo", de 2006, e o "Pagode do Exalta: Ao Vivo", de 2007?

Musicalmente não há muita mudança deste para o "Pagode do Exalta: Ao Vivo", pois ambos foram gravados sem bateria, num formato acústico. Porém, nesse registro as canções mais alegres foram privilegiadas, o que não significa que deixamos de lado as românticas - elas também marcam presença.

Agora no "Ao Vivo na Ilha da Magia" tivemos a oportunidade de gravar a céu aberto, num resort em Florianópolis, uma cidade onde o público do Exalta é bem forte. O Brasil não tem noção da força do samba na região sul.

Vindo para o bate papo fomos informados que o nosso show em Porta Alegre, marcado para 12 de junho, teve os ingressos esgotados hoje. E esse DVD não deixa de ser uma forma de homenagear o público do sul do Brasil.

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