Em São Paulo, Rush mostra uma das melhores turnês da carreira

Ao longo de três horas, trio canadense mostrou hits, novidades e virtuosismo

Marco Tomazzoni, iG São Paulo |

“Vamos tocar algumas horas de música, espero que vocês não se importem.” O vocalista e baixista Geddy Lee não mentiu quando falou isso no início do show do Rush em São Paulo, na noite desta sexta-feira (08). Ao longo de três horas, a banda canadense deixou muita gente boquiaberta com a apresentação da turnê “Time Machine”, uma das melhores de sua carreira. Unindo sucessos, músicas novas e o álbum “Moving Pictures” na íntegra, o grupo provou que, quase 40 anos depois, ainda é um dos melhores trios da história do rock.

A estrutura da turnê impressiona. Além dos telões de alta definição, fumaça e fogo, vídeos tornam a experiência completa. Vídeos, aliás, que mostram que o Rush tem muito bom humor. Pequenas esquetes, com os três integrantes fantasiados, apresentam a banda Rash (equivocado, em inglês), que se transforma no Rush quando uma engenhoca é acionada – é a máquina do tempo, a “time machine” que dá título à turnê. Referências ao nome estão por todo o palco, seja em relógios ou nos pratos da bateria de Neil Peart.

A primeira parte do show reúne hits do Rush, de toda sua discografia. “The Spirit of the Radio”, “Time Stand Still”, “Presto”, o peso de “Stick It Out” e faixas recentes, como “Workin' Them Angels”, do álbum Snakes & Arrows (2007), estão lá, assim como a festejada “Subdivisions”, ultima antes do intervalo – a idade avançada, diz o aviso no microfone, obrigado a pausa para o trio ir ao banheiro. Uma brincadeira, é claro. Apesar da barriga saliente, Peart mantém a fama de “homem-polvo” atrás de sua bateria gigantesca e confirma ainda ser um dos melhores do mundo. A guitarra de Alex Lifeson e o baixo de Lee não ficam muito atrás. Os três, de fato, são virtuoses em seus instrumentos.

Na volta, acontece o principal momento da noite. Em comemoração aos 30 anos de seu lançamento, o trio toca, na sequência original, o álbum “Moving Pictures” , até hoje seu maior sucesso comercial. É uma oportunidade rara de ouvir juntos o clássico “Tom Sawyer”, “Red Barchetta”, “Limelight” e a instrumental “YYZ”, comemorada com uma animação pouco vista em faixas do gênero – prova de que o Rush tem fãs não só fiéis, mas dispostos a acompanhar o show aos pulos.

Duas canções inéditas, “Brought Up to Believe” e “Caravan”, dão a prévia do álbum “Clockwork Angels”, previsto para o ano que vem. “Closer to Heart, “The Temples Of Syrinx” – de “2112” (1976), aparentemente um dos favoritos do público – e “Far Cry” abriram caminho para o bis, que contou com uma versão espetacular de “Working Man”. No fim, depois dos “obrigados” de praxe e sorrisos indisfarçáveis, apareceu um vídeo excepcional com os atores Paul Rudd e Jason Segel, que reprisam seus papéis do filme “Eu Te Amo, Cara”.

O Rush volta ao palco neste domingo (10), no Rio de Janeiro. Ainda há ingressos para todos os setores. Confira as informações abaixo:

Local: Praça da Apoteose
Abertura dos portões: 17h
Horário do show: 20h
Preços: pista e arquibancada (R$ 220), pista premium (R$ 500)
Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência): Citibank Hall/RJ (Av. Ayrton Senna, 3000, na rampa externa do Shopping Via Parque - Barra da Tijuca)

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