Economia impulsiona festivais de rock na América Latina

Norte-americano Lollapalooza acontece pela primeira vez no Chile, neste final de semana

AFP |

Reuters
O norte-americano Kanye West
A estabilidade econômica e o aumento do poder aquisitivo de suas populações fizeram a América Latina voltar a ser destino de turnês de músicos e bandas internacionais, assim como sediar grandes festivais, afirmam organizadores de Rock in Rio e Lollapalooza, dois dos mais importantes eventos musicais que ocorrem neste ano na região.

Pela primeira vez fora dos Estados Unidos, o Lollapalooza será realizado neste final de semana (2 e 3 de abril), no parque O'Higgins de Santiago, no Chile. A expectativa é a de reunir mais de 100 mil pessoas. O line-up traz dos roqueiros norte-americanos do Killers ao rapper Kanye West.

Já o Rock in Rio prevê público de 600 mil pessoas. Acontecerá de 23 de setembro a 2 de outubro e terá Elton John, Red Hot Chili Peppers, Coldplay, entre outros. A produtora do Rock in Rio, Roberta Medina, afirma que o download de músicas pela internet fez com que os músicos dependessem mais de shows para obter receitas. "Quanto mais shows, melhor, e com o aumento do poder aquisitivo nos países da América Latina, essa região passou a ser capaz de receber mais bandas nos últimos anos", disse a empresária à France Presse.

O Rock in Rio já teve edições em Portugal e na Espanha. Medina explica que só foi possível devolver o festival ao Brasil neste ano - a última edição no país foi em 2001 - por conta da valorização do real, dos investimentos que o Rio de Janeiro vem fazendo por sediar as Olimpíadas de 2016 e a Copa de 2014 e pelo valor do ingresso, que subiu de R$ 35 em 2001 para R$ 190 em 2011.

"Antes, 80% dos custos eram pagos por patrocinadores, tornando o modelo de negócio muito difícil. Hoje, esses gastos estão divididos meio a meio entre patrocinadores e venda de ingressos", afirmou. Para a edição deste ano, a expectativa é a de que ao menos 40% dos pagantes sejam de fora do Rio de Janeiro, incluindo nações vizinhas, além de Estados Unidos, Portugal e Espanha.

O Rock in Rio lançou até mesmo uma campanha publicitária em Argentina, Colômbia e México para saber se o público desses países estaria interessado em sediar uma edição do evento nos próximos anos. Já o Lollapalooza, um festival de música itinerante dos Estados Unidos, buscava expandir-se internacionalmente para comemorar seu 20º aniversário.

"Olhamos lugares na Europa, mas nesse continente já há muitos festivais e não podíamos competir com eles", disse à imprensa local Perry Farrell, líder da banda Jane's Addiction e mentor do festival Lollapalooza. "A América do Sul é ideal, porque o público é maravilhoso e ainda há muitas bandas que não chegaram lá, então é uma terra virgem para festivais", completou. "Tínhamos que optar por uma só cidade, com um só grande festival, e não nos dividir. Além disso, o requisito era montar o evento dentro da cidade, e não em um lugar afastado. O Chile nos oferecia as melhores perspectivas", declarou Farell.

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