Dupla explica o que é o sertanejo pós graduado

João Carreiro e Capataz contam como surgiu esse estilo diferente

Redação iG Música |

Já faz algum tempo que a música sertaneja foi revigorada pela sua vertente universitária, seguindo os passos do que havia ocorrido com o forró. A ideia é muito simples: revitalizar um estilo tido como defasado e atrair uma nova geração.

Ao contrário do que ocorreu com o forró universitário, que buscou referências em suas próprias raízes, o sertanejo universitário atualizou o estilo mesclando muito de pop e rock, o que permitiu que essas novas duplas ganhassem espaço nas baladas do público jovem.

E como toda moda, a do sertanejo universitário parece já ter ganhado "um filho": o sertanejo pós graduado, ideia da dupla João Carreiro e Capataz, que acaba de lançar o álbum Xique Bacanizado, primeiro da banda na gravadora Som Livre.

Falamos com o João Carreiro e deixamos que ele explicasse melhor no que consiste esse estilo de música sertaneja.

Como surgiu a ideia de sertanejo pós graduado?

Assim que explodiu o sertanejo universitário a gente achou que não se enquadrava nesse perfil, pois nosso estilo é bem diferente das outras duplas que estão no mercado. Nosso jeito de cantar, timbre vocal, o uso de guitarras e as letras, que são mais agressivas, nos diferenciam dos demais artistas.

Ao mesmo tempo, quando montamos a dupla estávamos na faculdade e resolvemos viver de música só depois de terminar os estudos. Foi como uma pós graduação nossa, daí surgiu essa conversa de sertanejo pós graduado. Nossa pós graduação foi na música.

O que uma dupla precisa para poder fazer parte desse estilo?

Eu acho que ter um estilo próprio, com músicas próprias e um jeito próprio de cantar. Antigamente um artista tinha várias canções, mas hoje o mercado está diferente, sendo uma música para vários artistas.

Quando o músico conseguir compor e soltar no mercado um trabalho que tem a cara dele, com a sua marca, e não apenas a mesma música que todo mundo está cantando, ele estará fazendo o sertanejo pós graduado.

Como surgiu a parceria de vocês?

Nós estudávamos em faculdades diferentes e na época ambos estavam sem parceiro. Ele trabalhava com o meu tio, que acabou comentando sobre o sobrinho que tocava viola caipira. A gente se encontrou e formamos a dupla.

Num momento onde os artistas começam a fazer sucesso cada vez mais jovens, porque esperar pela graduação para só depois cair na estrada? Foi uma promessa?

Pode-se dizer que sim. Somos uma dupla com bastante pé no chão, que sempre fez tudo com o maior amor. Começamos bem independentes. Gravamos quatro CDs promocionais que divulgávamos em nossos shows e agora estamos na Som Livre, uma gravadora de peso que descobriu nosso trabalho.

A gente caminha passo a passo e queremos gravar um DVD, mas esperamos conquistar mais coisas antes para fazer um trabalho de qualidade.

E de onde veio o nome João Carreiro? É uma referência ao cultuado Tião Carreiro?

Somos muitos fãs de viola caipira e o Tião Carreiro foi o mestre criador do pagode, então o nome foi escolhido por sermos fãs dele. Já o Capataz foi adotado por a gente achar que era o que mais combinava com o Carreiro.

O carreiro é aquele cara que toca o carro de bois enquanto o capataz cuida da boiada. Como João Sérgio e Hilton Cesar, que são nossos nomes reais, achamos que não ficaria muito bom.

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