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Duffy BR Rockferry

Katia Abreu |

Por Katia Abreu

É preciso deixar uma coisa clara: Duffy não tem nada a ver com Amy Winehouse. A diva encrenqueira tem alma negra e coloca em sua voz o sofrimento de uma mulher que, apesar da pouca idade, já passou por toda a desgraça desse mundo. Já a alma de Duffy é branca, quase cristalina, e ela canta com doçura e leveza, mesmo que dolorida, naturais a uma jovem de sua idade.

Produzido pelo ex-guitarrista do Suede, Bernard Butler, Rockferry não é mais um disco de retorno à raizes negras da música. É sim um bem acabado álbum pop, com elementos de soul, de folk, de blues e até de certo country rock, como na faixa título. Quem ouviu Mercy e espera um disco dançante, irá se frustrar. As demais canções de Rockferry são mais intimistas, com belos arranjos de pianos e cordas conferindo sofisticação e gradiloqüência à obra, como na bela Hanging On Too Long ou na fofa Delayed Devotion.

E é pena mesmo não haver neste disco pelo menos mais duas preciosidades como Mercy. É pena também Duffy ainda não ter tanta segurança vocal e se perder em malabarismos exagerados a la Cristina Aguilera, como em Serious. Mas Rockferry é uma boa estréia e acena possibilidades interessantes em Duffy. Se Winehouse é, para nossa geração, uma explosiva mistura de Nina Simone com Tina Tunner, Duffy pode se firmar como um doce híbrido de Aretha Franklin e Dusty Springfield.

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