Deftones e Cypress Hill lembram antigos sucessos em São Paulo

Bandas tocaram nesta segunda no Credicard Hall e apostaram em seus clássicos para conquistar público

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Jorge Rosenberg, especial para o iG
Deftones
Nem Cypress Hill nem Deftones, atualmente, são bandas em alta. Ambas tiveram seu auge há alguns anos - O Cypress Hill na primeira metade dos anos 1990, quando era um dos grandes nomes do hip hop da época, e o Deftones no início dos anos 2000, aproveitando a popularidade do nu metal. Independente disso, as duas continuam em plena atividade. Lançaram novos álbuns recentemente e, como se viu no show que fizeram nesta segunda-feira no Credicard Hall, em São Paulo, ainda têm muitos fãs.

Fotoshow: veja imagens dos shows de Deftones e Cypress Hill .

Jorge Rosenberg, especial para o iG
Cypress Hill
Primeiro, o Cypress Hill. O grupo subiu ao palco pouco depois das 22h, com meia-hora de atraso. Abriu a apresentação com "Get 'em Up", mas só empolgou mesmo com a segunda música, "How I Could Just Kill a Man" - faixa de seu primeiro álbum, "Cypress Hill", de 1991.

Foi assim durante quase toda a apresentação: a temperatura só subia mesmo quando a banda tocava um de seus clássicos. Mesmo assim, os cantores B-Real e Sen Dog conseguiam segurar a onda correndo por todo o palco e interagindo bastante com público.

O ponto alto do show foi "Insane in the Brain". A canção, uma ode à maconha cujo título poderia ser traduzido como "maluco da cabeça", teve um tratamento digno de seu tema. Antes de cantar, B-Real perguntou insistentemente se o público estava "louco" e "alto". Depois, acendeu um cigarro e soprou a fumaça sobre os rostos de quem estava colado à grade. Se era maconha cenográfica ou de verdade, só aspirando a fumaça para saber.

Se tivesse um pouco mais de coesão, o show seria bastante divertido. Bastaria cortar duas ou três músicas e limar os longos solos de percussão e scratches do DJ. Outro problema: como, com exceção da percussão e das vozes, todo o som é composto de bases pré-gravadas, a apresentação tem algo de mecânico. E, quanto a isso, há pouco que a animação de B-Real e Sen Dogg possa fazer.

Jorge Rosenberg, especial para o iG
Chino Moreno, vocalista do Deftones
Depois da performance de 1h30 do Cypress Hill, foi a vez do Deftones subir ao palco. Quem já viu a banda (essa é sua quarta passagem pelo Brasil) sabe que o vocalista Chino Moreno é daqueles que se entrega como se cada apresentação fosse a última de sua vida. Dessa vez não foi diferente: ficou o tempo todo bem próximo do público, e gritou como se as veias de seu pescoço fossem explodir.

O grupo cumpriu a promessa feita pelo DJ Frank Delgado, que disse em entrevista ao iG que o repertório do show seria uma espécie de panorama da carreira do grupo . A apresentação começou com duas faixas do álbum "Diamond Eyes", lançado no ano passado, "Diamond Eyes" e "Rocket Skates".

Mas, logo em seguida, começou a retrospectiva: praticamente todos os álbuns do Deftones foram lembrados com pelo menos uma música. As preferidas do público foram as canções do disco "White Pony", de 2000, como "Digital Bath", "Knife Party" e "Change (In the House of Flies)".

Repetiu-se aí o que já havia acontecido com o Cypress Hill, só que em menor escala: a plateia só se empolgava mesmo com as canções antigas e já conhecidas.

Após tocar em torno de vinte músicas, o grupo ainda voltou para o bis. Como não poderia deixar de ser numa noite tão nostálgica, apostou em canções velhas de guerra: "Root", "Nosebleed" e "7 Words" foram as escolhidas para fechar a apresentação.

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