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Deerhunter BR Microcastle

Carlos Augusto Gomes |

Acordo Ortográfico

Por Carlos Augusto Gomes

O vocalista do Deerhunter, Bradford Cox, é uma das figuras mais singulares a aparecer no rock alternativo americano nos últimos anos. Muito alto, muito magro (ele sofre de uma doença chamada Síndrome de Marfan, que faz com que pernas e braços cresçam anormalmente), assumidamente gay e virgem, e dono de uma explosiva presença de palco, que inclui de longos monólogos a sangue falso.

Ao mesmo tempo em que chama atenção para a banda, tanta estranheza também tira foco da música. E, especialmente neste terceiro trabalho, Microcastle , Cox e seu Deerhunter mostram que seu som merece ser ouvido com cuidado. É um disco consideravelmente mais pop que os trabalhos anteriores do grupo ( Turn It Up Faggot , de 2005, e Cryptograms , de 2007), mas que ainda merece o adjetivo de experimental.

As guitarras são barulhentas em todas as faixas. Mas há momentos em que elas emolduram belas baladas, como "Agoraphobia" e "Little Kids". Em outros, dão peso a canções mais rápidas e estranhamente dançantes - caso de da fantástica "Nothing Ever Happened", uma das melhores músicas de 2008. Já o lado mais experimental aparece na série "Calvary Scars", "Green Jacket" e "Activa".

Tudo isso é acompanhado por letras das mais desesperadas. Exemplos? "Tive sonhos que me assustaram até acordado / Eu tentei fugir, mas minha fuga nunca chegou" ("Never Stops") ou "Vá a um estacionamento / Sente-se no chão e chore / Sem nunca saber porque" ("Twilight at Carbon Lake"), ou ainda "Nada nunca aconteceu para mim / A vida passa, passa por mim" ("Nothing Ever Happened"). Uma porrada.

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