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Death Cab For Cutie BR Narrow Stairs

Katia Abreu |

Por Katia Abreu

Ben Gibbard não é mais o universitário que no final dos anos 90 começou a fazer pequenos shows e colheu bons elogios à sua então desconhecida banda. De lá pra cá, ele viu suas canções irem parar seriado adolecente, festivais de rock e, uma delas (I Will Follow You In The Dark), até lhe rendeu uma indicação ao Grammy. E então, ele surtou e resolveu se isolar na mesma praia em que seu ídolo de juventude, Jack Kerouac, termina seu clássico On The Road pra escrever 11 belas canções que compõe o sexto álbum do Death Cab For Cutie, Narrow Stairs .

A idéia desse isolamento era encontrar respostas e elas não vieram, é claro. São perguntas que todos nos fazemos todos os dias e que simplesmente não têm resposta. No entanto, as composições de Gibbard trazem como conforto da aceitação de que algumas coisas são inexplicáveis; de que, às vezes, temos que deixar algumas coisas para trás; de que não se pode ter tudo, da forma que se quer; de que crescer é um processo doloroso e que a estrada é mais importante do que o destino em si. Esses temas são cantados em Narrow Stairs e fazem dele um disco de uma sinceridade brutal e de um lirismo único. Sua construção sonora lembra os momentos gradiosos do Mercury Rev, repleto de pianos e outras texturas de teclados e guitarras bem dosadas, o que torna tudo ainda mais interessante.

Ben Gibbard é um indie bem sucedido e sua trajetória é de causar inveja a outros meninos chorões. Ele cresceu e viu que o lamento não precisa ser cheio de mágoa e que a vida não precisa ser um fardo, apesar de não ser sempre cor-de-rosa. Se um dia ousaram colar o rótulo emo ao Death Cab For Cutie, Narrow Stairs vem para enterrar de vez essa percepção anômala.

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