Dark Tranquillity toca em São Paulo

A presença da veterana banda sueca no Brasil confirma a força que o país vem ganhando no roteiro ¿metal¿

Fernando Mileski |

Divulgação
A banda sueca Dark Tranquillity na sua apresentação em São Paulo
Depois de 20 anos de espera dos brasileiros, a banda Dark Tranquillity se apresentou no último domingo (12) em São Paulo, no Carioca Club. O grupo é um dos pioneiros do chamado “Gothenburg Sound”, estilo que surgiu no final dos anos 80 em Gotemburgo (Suécia) e que vem reunindo grande número de seguidores pelo mundo, especialmente na Europa.

O Gothenburg Sound é uma variante do Death Metal, estilo que combina a velocidade e a brutalidade do Thrash Metal com passagens de instrumental mais trabalhadas e elementos progressivos.

O grupo abriu o show com a música “At The Point Of Ignition”, do seu último trabalho “We Are The Void”(2010). O vocalista Mikael Stanne não poupou elogios ao público, e pediu desculpas por “terem demorado tanto para aparecer por aqui”.

Conforme prometido, eles fizeram um show especial no Brasil, tocando músicas de toda a carreira, como “Punish My Heaven”, “Lethe”, “The Wonders At Your Feet”, “Final Resistance” e “Lost To Apathy”. Também impressionaram ao sincronizar perfeitamente a música “Shadow In Your Blood” com o clipe, projetado no fundo do palco.

No bis, eles tocaram mais três músicas, entre elas “ThereIn”, do seu álbum divisor de águas Projector (1999) sobre o qual falou Mikael Stanne ao iG.

Quais as mudanças que a banda vem sofrendo desde o início, especialmente após o lançamento de Projector ?

No começo, o som de Dark Tranquillity, In Flames, At The Gates e de outras bandas da época soavam muito parecido, todas eram chamadas de Gothenburg Sound e, muitas vezes, consideradas "uma coisa só", e isso era muito frustrante. Então decidimos fazer algo totalmente diferente . Se você ouvir os álbuns The Gallery (1995) e The Mind’s I (1997) vai perceber que eles têm uma sonoridade similar, e as outras bandas tinham o mesmo som. O processo de criação de Projector foi muito difícil, porém, quando terminamos, vimos que tínhamos feito algo ótimo. A gente queria se afastar de temas como morte, demônio, maldade etc. E começamos a escrever sobre sentimentos, comportamento humano e assim por diante.

As pessoas estranharam o lançamento do Projector ?
Sim, eles disseram que tínhamos mudado e nos vendido. Não fizemos algo nesse sentido, lançamos esse álbum como uma prova para nós mesmos, do que podíamos fazer.

Então vocês decidiram fazer Martin (Brändström) um membro definitivo?
Exatamente.

Desde então, a cada lançamento, vocês se reaproximam progressivamente das raízes, certo?
Podemos dizer que sim. Com o que aprendemos durante a composição de Projector pudemos explorar novas coisas no Haven, Damage Done e em todos os outros álbuns, inclusive o We Are The Void.

Recentemente vocês substituiram o baixista. A entrada de Daniel(Antonsson) trouxe algo novo para o We Are The Void ?
 Definitivamente. No começo foi difícil, precisamos de um tempo para nos adaptar. Mas como sempre convivemos, somos da mesma cidade, ouvíamos o mesmo tipo de som e nos conhecemos desde a adolescência, o entrosamento foi natural. Hoje compomos coisas ótimas juntos.

Quais bandas você está ouvindo ultimamente do mesmo estilo de vocês?
É dificil dizer, tem muita coisa legal por aí. Mas gostei muito de The Devil Wears Prada, que foi nossa banda de abertura durante nossa passagem pelos EUA. Eles também têm a mesma ideia de melodia.

 E a banda finlandesa Insomnium? Parece que eles vêm se fortalecendo no cenário.
Sim, eles são realmente ótimos e vão abrir nossos shows pela Europa.

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