Cut Copy lança terceiro álbum e prepara vinda ao Brasil

Banda australiana toca em São Paulo e no Rio de Janeiro no início de junho

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Divulgação
Cut Copy
O Cut Copy, grupo australiano que lançou em fevereiro seu terceiro disco, "Zonoscope", está apaixonado pela América Latina. Tudo porque, no último réveillon, fez um show em Santiago (Chile) e se surpreendeu com a reação do público local. "Foi fantástico. Não tínhamos ideia da quantidade de fãs que tínhamos lá", conta o guitarrista Tim Hoey. Ele conversou com o iG por telefone, enquanto se preparava para um show em Atlanta (EUA), na última segunda-feira. "Não acreditamos quando vimos quanta gente tinha vindo nos ver. Espero que no Brasil seja igual".

A banda vai fazer dois shows no país em junho, no Rio de Janeiro (no Circo Voador, dia 09/06) e em São Paulo (no HSBC Brasil, dia 10/06). Até lá, o grupo estará numa rotina pesada de apresentações na América do Norte e na Austrália. Depois, segue para uma temporada nos festivais europeus. No total, serão quase seis meses ininterruptos de turnê. "Ficar longe de casa, da família, dos amigos. É, isso às vezes pode ser muito cansativo", diz um resignado Tim Hoey. "Mas nós não ligamos porque gostamos de tocar. E também é uma oportunidade de conhecer vários lugares do mundo".

Segundo ele, o Brasil é um desses países que ele tem vontade de conhecer. "Já estava na hora da gente tocar aí, não é?", brinca. "Quando tocamos no Chile ficamos chateados por não termos ido para outros países próximos, como o Brasil. Mas agora está tudo resolvido".

Os dois shows no país fazem parte da turnê de lançamento de "Zonoscope", terceiro álbum da banda. É o primeiro trabalho do Cut Copy desde "In Ghost Colours", de 2008, que os tornou conhecidos mundialmente. O disco foi o quarto colocado na lista dos melhores do ano do badalado site Pitchfork e entrou na Billboard 200, a relação dos mais vendidos dos Estados Unidos, em sua semana de lançamento. Quando perguntado se sentiu algum tipo de pressão na gravação do sucessor de "In Ghost Colours", Hoey disse que não. "Na verdade nem pensamos nisso. Tudo aconteceu naturalmente", garante.

Na opinião do guitarrista, uma das principais diferenças de "Zonoscope" em relação aos dois primeiros álbuns é a presença mais forte da percussão. É o caso, por exemplo, do primeiro single, "Take Me Over". "Usamos muita percussão nessa faixa, tanto orgânica quanto eletrônica. Nessa faixa, assim como na maioria das outras, nós começamos a compor a partir de elementos rítmicos", explica. Essa característica, explica, reflete o que eles ouviam antes de gravar. "Coisas do final dos anos 1970 e início dos anos 1980, como o 'Remain in Light', dos Talking Heads".

Os anos 1980, é claro, continuam uma influência forte no som do grupo - na época de "In Ghost Colours", eles chegaram a ser comparados a New Order e Human League. Mas, de acordo com Hoey, em "Zonoscope" a década de 1970 também foi uma influência importante. Especialmente David Bowie. "O modo como ele conseguiu expandir o formato de uma canção pop foi muito inspirador para a gente", diz.

Os ingressos para os dois shows do Cut Copy no Brasil no Brasil já estão à venda. No Rio de Janeiro, eles custam R$ 75. O show acontece no Circo Voador (Rua dos Arcos, s/n, Lapa), no dia 09 de junho. Em São Paulo, o show será no HSBC Brasil (Rua Bragança Paulista, 1281, Chácara Santo Antônio) no dia 10 de junho, com ingressos entre R$ 160 e R$ 250 (estudantes pagam meia).

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