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Curumin BR Japan Pop Show

Diego Fernandes |

Por Diego Fernandes

A essa altura dos acontecimentos, Japan Pop Show , segundo disco do cantor, compositor e multi-instrumentista Curumin (a.k.a. Luciano Nakata), já é assunto batido na blogosfera. É também fantasticamente diverso e, mais fantasticamente ainda, muito bom. Misturando samba, funk e hip-hop com um carregado sotaque dub, o trabalho tem produção nada menos que meticulosa. Um rol de convidados de respeito faz bem mais do que embelezar o trabalho, mas o show é mesmo de Nakata, que criou uma sonoridade singular aliando timbres e maneirismos de tempos idos a composições que só poderiam existir em 2008.

Ao que consta, Curumin já tem seu séquito de fãs Estados Unidos afora (o músico fez elogiado show no festival South By Southwest desse ano), e o resultado disso é mostrado por meio de colaborações inspiradas, como na engajada "Kyoto" (com o grupo de rap californiano Blackalicious) e no suingue nipo-brasileiro de "Sambito" (com o skatista e músico americano Tommy Guerrero). Já os ecos estratosféricos e a desconstrução de "Dançando no Escuro" envolvem em espessa fumaça a participação vocal de uma lenda bastante brasileira, Marku Ribas.

Cinco anos após sua estréia com o híbrido samba-rock-funk de Achados e Perdidos , Japan... expande dramaticamente o vocabulário sonoro de Curumim. E uma grata surpresa é a de que as músicas em que o cantor brilha solo estão entre as mais memoráveis: a ode ao vinil (e à paz de espírito) "Compacto" e o verdadeiro bem-estar em forma de música que é "Magrela Fever" colhem sorrisos em seu rastro. Difícil mesmo vai ser não ouvir falar de Curumim daqui por diante.

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