Contrato antirracismo dos Beatles é vendido por R$ 42 mil

Documento de 1965 exigia que banda não tocasse para uma plateia segregada

Reuters |

Um contato assinado em 1965 no qual os Beatles proibiam a segregação racial do público em um show na Califórnia foi vendido nesta terça-feira (20) por US$ 23 mil (R$ 42 mil) -- mais do que o quádruplo do preço inicialmente estimado.

O documento, assinado pelo empresário da banda, Brian Epstein, especifica que os músicos não seriam "obrigados a se apresentarem diante de uma plateia segregada" no show de 31 de agosto de 1965 no Cow Palace, em Daly City (Califórnia).

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Nate D. Sanders, realizador do leilão em Los Angeles, previa que o contrato seria arrematado por US$ 3 mil a US$ 5 mil. A identidade do comprador não foi revelada.

O show no Cow Palace foi parte da terceira grande turnê dos Beatles nos EUA. Assinado em 24 de março de 1965, o contrato garantia à banda um valor de US$ 40 mil caso a bilheteria superasse os US$ 77 mil.

Além da cláusula antirracista, o documento previa também a presença de 150 policiais fardados na segurança, e uma plataforma especial para a bateria de Ringo Starr.

Em 1964, na sua primeira turnê norte-americana, a banda já havia se recusado a tocar para uma plateia segregada em Jacksonville, na Flórida. As autoridades municipais na época abriram uma exceção e permitiram que brancos e negros se misturassem durante o show.

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