Abaixo-assinado organizado por fãs na internet recebeu apoio de 15 mil pessoas

O Comitê Nobel de Oslo descartou hoje a possibilidade de o cantor Michael Jackson ser candidato ao prêmio Nobel da Paz, apesar do abaixo-assinado organizado por fãs na internet, que, apenas no primeiro dia, recebeu o apoio de 15 mil pessoas.

Um porta-voz do Comitê Nobel indicou que o organismo está recebendo "uma grande quantidade" de e-mails propondo o nome de Michael Jackson como candidato, mas ressaltou que o Nobel da Paz não é concedido a pessoas falecidas.

Não só isso, mas o direito de propor candidatos é muito limitado, incluindo apenas vencedores do prêmio, Governos, Parlamentos, instituições científicas e outros organismos vinculados ao Comitê Nobel.

"É completamente impossível, ele não receberá o prêmio", insistiu o porta-voz hoje em Oslo.

Já o diretor do Instituto Nobel de Oslo, Geir Lundestad, indicou que não é "insólito" que amigos, parentes e admiradores proponham uma determinada pessoa como candidato ao Nobel da Paz, dotado de 970 mil euros (US$ 1,3 milhão), mas acrescentou que essas campanhas populares "não têm a mínima influência" na decisão do comitê.

A iniciativa dos fãs do "rei do pop" não é nova, já que em ocasiões anteriores foram feitos pedidos similares a pessoas e entidades específicas com capacidade para nomear candidatos, como o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan.

Idealizadores da nova campanha, que querem recolher 1 milhão de assinaturas, afirmam que Michael Jackson merece a indicação por ter dedicado a vida "sem descanso" à "melhora das condições de vida das crianças e de toda a Humanidade".

Só em uma ocasião foi concedido um Nobel da Paz póstumo, ao sueco Dag Hammarskjöld, ex-secretário-geral da ONU, em 1961, e se tratou de um caso excepcional porque tinha sido proposto por uma fonte oficial como candidato ao prêmio, antes de morrer em um acidente de avião.

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