Com pouco público, primeira noite do SP Noise apresenta peso e psicodelia

Redação iG Música |

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A primeira noite do SP Noise, braço paulista do Goiânia Noise, foi dominada, quem diria, pelas maracas ¿ metade das bandas usaram o instrumento. Um dos maiores festivais independentes do Brasil, o Noise trouxe duas bandas nacionais e quatros internacionais para tocar em dois palcos na boate Eazy. O horário de início dos shows (18h) atrapalhou um pouco e o público que compareceu foi tímido, mas os shows tiveram muita qualidade, peso e barulho.

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Abrindo a noite, no palco 2 os goianos do Black Drawing Chalks provaram porque a capital de seu estado é a cidade mais roqueira do Brasil. Com as guitarras em alto volume, atacaram um stoner rock de competência, cheio de boas melodias nas duas guitarras. Eles foram seguidos, agora no palco 1, pela banda instrumental argentina The Tormentos, que apresentou uma mistura de rockabilly e surf music bem próxima do que os Autoramas fazem. Mesmo sem muita variação no ritmo da bateria, a apresentação empolgou várias meninas, que dançavam pelos cantos.

A noite prosseguiu com surf music, só que adicionada de muito peso e guitarra distorcida. Com a cabeça enfaixada, deixando apenas olhos e a boca para fora, e ostentando enormes óculos escuros, Zimmer comandou o show da catarinense Ambervisions, primeiro na bateria e depois no vocal. Com a bandeira do Avaí sobre o amplificador do baixo ¿ o time de Florianópolis acaba de voltar à Série A do Brasileiro ¿ eles fizeram seu costumeiro show enérgico e cheio de bom humor. Zimmer clamou pelos flashes dos fotógrafos, se jogou no chão e desceu à platéia para cumprimentar velhos amigos.

No palco 1, o Motek, da Bélgica, fez um show bem mais intimista, apresentando seu post-rock bastante calcado em Mogwai. Para fechar o palco 2, os finlandeses do Flaming Sideburns abusaram do visual anos 70. Seminu, com calça de oncinha e um casaco de caubói sem camiseta por baixa, o vocalista Eduardo Martinez deu um show à parte, se ajoelhando no meio da platéia. O rock cheio de influências do hard rock dos anos 70, com alguns toques de country, proporcionou bons momentos, como quando o guitarrista Ski Williamson solou com a guitarra nas costas, à Jimi Hendrix.

Também com um pé nos 70, mas cheio de lisergia e psicodelia, o Black Mountain encerrou os shows no palco 1. Promovendo longas suítes instrumentais, o guitarrista Stephen McBean foi o grande destaque pelo lado musical, permanecendo em estado de transe constante ao dedilhar seu instrumento. Mas quem mais chamou atenção foi a bela vocalista Amber Webber, que, apesar da postura tímida arrancou suspiros da platéia masculina ¿ gritos de I love the lead singer (eu amo a cantora principal) podiam ser ouvidos no intervalo das músicas. Um ótimo show, interrompido bruscamente porque a casa precisava fechar.

A segunda noite do SP Noise começa às 18h deste sábado. Se apresentam as bandas Homiepie (SP), Calumet-Hecla (USA), Do Amor (RJ), The Ganjas (Chile), Black Lips (EUA), Helmet (EUA) e Vaselines (Escócia). Os ingressos custam R$ 80.

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