Coldplay não esconde preferência por grandes palcos

Banda de Chris Martin revela que novo álbum nasceu de uma proposta acústica e intimista

EFE |

O novo trabalho do Coldplay, "Mylo Xyloto", deveria ser basicamente um disco acústico, porém, algo acabou o transformando em uma "amálgama de ideias", já que o álbum não foge muito da proposta dos últimos lançamentos da banda, que reconhece sem pudor: "Somos apaixonados por tocar grandes canções em grandes palcos".

AgNews
O Coldplay durante sua apresentação no Rock in Rio 2011
"Embora seja inconsciente, sempre pensamos na turnê. Se fizéssemos um disco acústico, estaríamos limitando os espaços onde poderíamos nos apresentar", disse Guy Berryman, baixista da banda britânica, que na próxima quarta-feira (dia 25) se apresenta na Praça de Touros de Las Ventas, em Madri. O show acontece um dia após o lançamento do quinto disco de estúdio.

Em entrevista à Agência Efe, Berryman e o baterista Will Champion contam que, apesar do resultado final, "Mylo Xyloto" tinha a proposta de ser "um álbum muito tranquilo e simples". "Tínhamos muitas canções e duas ou três que tinham que soar mais amplas, com violões e toques eletrônicos. Não queríamos fazer dois álbuns, portanto colocamos as músicas em coro. Alguns dos temas que começaram sendo acústicos terminaram adquirindo mais som", esclareceu Champion.

Segundo os próprios integrantes, o resultado final  é como "uma amálgama de todas essas ideias que surgiram pelo caminho", com uma ideia central sobrevoando todo o conjunto. "É a ruptura com a escuridão e a opressão, com uma produção urbana e dançante", definem.

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Com músicas extensas e trabalhadas, o quinto álbum de estúdio não se difere muito do anterior, "Viva La Vida or Death and All His Friends" (2008). No entanto, "Mylo Xyloto" não descarta sua tentativa de ser intimista. Quando começou a compor esse novo álbum, o Coldplay também tinha a ideia de gravar um filme, destacando dois ou três personagens. Um deles seria o próprio Mylo Xyloto, o que acaba dando um pouco de sentido ao estranho título do álbum. "Não significa nada", comentou o baterista.

Com produção de Markus Dravs, Daniel Green e Rik Simpson, o disco conta com uma "enoxificação". Isso quer dizer que ele também se destaca pela participação do reconhecido produtor Brian Eno, responsável por trabalhos antológicos, como "The Joshua Tree" (1987) e "Achtung Baby" (1991), ambos do U2.

Buscando inovações, Eno propôs uma mudança no modo de trabalho da banda, separando o Coldplay em dois grupos: O vocalista Chris Martin de um lado, e Berryman, Champion e o guitarrista Jon Buckland do outro. "Foi um bom exercício. Mas, para nós, tudo tem mais sentido quando nos centramos na melodia e na emoção da canção", disse Champion, apontando dois dos pontos fortes do grupo que já emplacou grandes sucessos, como "Clocks", "Yellow", "The Scientist" e "Viva La Vida".

Com produções cada vez mais épicas, participações de Brian Eno e uma preocupação com diversas causas sociais, o Coldplay acabou recebendo algumas críticas pela proximidade como os irlandeses do U2. "O U2 é uma inspiração para todos. É difícil ignorar sua influência na música e em outras causas", frisou Berryman.

A banda britânica, que deixou para trás os anos de "angústia adolescente", entra em uma nova etapa, buscando uma postura "mais relaxada e cheia de paixão pela vida". No entanto, o quarteto não se considera consolidado e, a cada novo álbum lançado, volta para se testar diante do público. O alto nível de exigência da banda desencadeou na busca de temas que se encaixassem em um único conjunto, um epílogo que destaca músicas como "Up In Flames", "Don't Let It Break Your Heart", "Major Minus", entre outras. "Achamos nosso conceito de álbum. Nunca fomos uma banda de singles, como Lady Gaga, cujas as canções são frequentemente sucessos maciços", concluiu Champion.

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