Chuck Berry toca em SP entre erros e acertos

Veterano faz apresentação com direito a clássicos do rock e mulheres dançando no palco

Redação iG Música |

Veteraníssimo dos palcos, Chuck Berry esperou pouco mais de um ano para voltar ao País com um show que não tem nada de novo, mas que conta com uma coleção de clássicos que fazem parte das fundações do rock n' roll - e que estão obrigatoriamente na cartilha de qualquer roqueiro que se preze.

Ao misturar o blues elétrico de Chicago com batidas de country music, Berry tornou-se uma das pedras fundamentais do estilo que mais foi dado como morto com o passar das décadas - e que nesta noite o músico provou, apesar dos pesares, continuar muito bem vivo.

Mas Berry consegue tocar aos 82 anos? A resposta para essa pergunta é quase. Imagine que você cresça ouvindo seu avô contar as mesmas histórias e que, com o passar dos anos, ele não consiga mais contá-las tão bem como antigamente, esquecendo algumas partes e mudando outras. É isso que acontece com Chuck Berry.

Por mais que tente - e ele tenta! - os acordes não saem como deveriam e as canções definitivamente não soam como antigamente. Uma prova disso foi um pedido da plateia para que o músico tocasse "Memphis Tennessee", canção que ele já havia tocado duas músicas atrás - e cujo ritmo estava bem diferente do original.

Por sorte o público que lotou a casa não se incomodou com isso. A maior parte curtiu o show como se estivesse diante de um Chuck Berry em seu auge, em plenos anos 1960. Ao menos as canções estavam todas lá: "School Days", "Carol", "Roll Over Beethoven", "Sweet Little Sixteen", "Maybellene" e "Johnny B. Good" - esta última sem dúvidas a mais aplaudida da noite.

Não seria a mesma coisa assistir a uma apresentação onde Berry não tocasse guitarra - o músico não conseguiria encenar o famoso duck walk, por exemplo. Porém, se deixasse o instrumento nas mãos de seu filho, o também guitarrista Charles Berry Jr, e se dedicasse apenas ao vocal, o show com certeza manteria um ritmo mais semelhante ao de suas gravações clássicas.

Da mesma forma que fez em 2008, Berry encerrou a apresentação lotando o palco com mulheres da plateia ao som de "Reelin' And Rockin'". "Nós precisamos ir", alertou o roqueiro pouco antes de se despedir para não voltar - mesmo com a insistência dos fãs, que esperaram por um bis que não ocorreu.

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