Chico Buarque abre turnê carioca quase sem falas

Cantor dedica apresentação a Oscar Niemeyer, de 104 anos, que estava na plateia

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

AE
Após quase cinco anos, Chico volta aos palcos do Rio de Janeiro: sem muita conversa
Todo mundo fala antes, durante e depois do show de Chico Buarque. Menos Chico Buarque . O retorno do cantor aos palcos do Rio de Janeiro, após quase cinco anos, aconteceu na noite desta quinta-feira (5) no Vivo Rio, zona sul da cidade.

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Vestindo preto (calça, blusa e sapatos), sempre tímido e com um olhar ressabiado para a plateia que teimava em gritar “lindo, lindo” o tempo todo, Chico cantou 27 músicas, com direito a dois bis. Não falou praticamente nada para interagir com o público, a não ser ao dedicar aquela apresentação a Oscar Niemeyer, que completou 104 anos em dezembro.

O arquiteto assistiu a todo o show, na primeira fila, em uma mesa ao lado de Silvia Buarque, Andrea Beltrão, Chico Diaz e Thaís Gulin , namorada do cantor.

Para não dizer que Chico só ficou nisso, ele falou os nomes de seus músicos – Luiz Claudio Ramos (violão, guitarra e direção musical), Jorge Helder (contrabaixo), João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados e vocais), Marcelo Bernardes (sopros), Chico Batera (percussão) e Wilson das Neves (bateria). No mais, apenas músicas.

Em 2007, quando passou com sua turnê pelo extinto Canecão e pelo Circo Voador, parecia mais despojado, menos sóbrio. Dessa vez, entrou em cena um Chico mais soturno, mas não menos romântico.

“Paratodos”


Sentado no banquinho e com violão em punho, lá ficou ele no centro do palco praticamente por todos os cem minutos de apresentação. Já nos corredores, minutos antes do show, havia uma certa histeria para a sua entrada, que aconteceu com quase meia hora de atraso. Em dois momentos, Chico foi ovacionado: ao cantar “Teresinha” e com a volta ao palco, após o primeiro bis, com a canção “Futuros Amantes”.

No repertório, “Desalento”, “Choro Bandido”, “Bastidores”, “Anos Dourados”, “Sob Medida” e “Cálice”, com uma versão mais pop e um trecho feito por Criolo. Mais risonho ele ficou quando convidou Wilson das Neves, da bateria, para cantar “Tereza da Praia” ao seu lado. Um sorriso farto lhe encheu o rosto. Sem precisar falar praticamente nada, Chico se comunica com o público a todo instante.


E recebe aplausos até quando erra a letra. Ele trocou as palavras no refrão de “Sinhá”, riu de si mesmo, emendou o verso certo e prosseguiu.

Ao término, um casal na fila do taxi se perguntava: Chico cantou “Paratodos”? A música, não. Mas cantou e agradou aos fãs de todas as idades – de adolescentes a Oscar Niemeyer.

A temporada segue até 12 de fevereiro, sempre de quinta-feira a domingo, com ingressos que variam de R$ 120 a R$ 320. Em março, Chico segue para São Paulo para 16 apresentações no HSBC Brasil. Os ingressos já estão esgotados.



Confira a relação das músicas do primeiro show no Rio de Janeiro:
“Velho Francisco”
“De volta ao Samba”
“Desalento”
“Injuriado”
“Querido Diário”
“Rubato”
“Choro Bandido”
“Essa Pequena”
“Tipo um Baião”
“Se eu Soubesse”
“Sem Você II”
“Bastidores”
“Todo o Sentimento”
“O Meu Amor”
“Teresinha”
“Ana de Amsterdã”
“Anos Dourados”
“Sob Medida”
“Nina”
“Valsa Brasileira”
“Geni e o Zepelim”
“Sou Eu”
“Tereza da Praia”
“A Violeira”
“Baioque”
“Cálice”
“Sinhá”
“Futuros Amantes”
“Na Carreira”

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