Céu faz viagem imaginária por Brasil e Caribe em novo disco

Cantora afirma que o álbum "Caravana Sereia Bloom" tem "estética de bar de beira de estrada"; leia entrevista

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Augusto Gomes
Céu
Uma viagem imaginária pelo Norte e Nordeste do Brasil, com passagens por outros países da América do Sul e do Caribe, chegando até a Jamaica. É assim que a cantora Céu define seu terceiro álbum, "Caravana Sereia Bloom".

"O disco tem essa cara de estrada e desde o começo eu queria isso", explica a artista. O nome é uma brincadeira com a "Caravana Rolidei" do filme "Bye Bye Brasil". Não por acaso, o longa é um "road movie" passado no Norte do Brasil.

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Segundo a cantora, o álbum é uma "mistura de sensações". De um lado, a "realidade paralela" da estrada. Uma estrada mais imaginada do que real. "Tem a ver com a ideia de sair da zona de conforto e ir para outros lugares", teoriza. Do outro, a fascinação pela música da região Norte e do Caribe. "Estava ouvindo um disco chamado 'Lambada das Quebradas'", diz, referindo-se ao trabalho do músico paraense Mestre Vieira da Guitarrada.

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A presença do reggae jamaicano, na opinião do Céu, é a mesma de seus dois discos anteriores, "Céu" (2005) e "Vagarosa" (2009). "Tem gente que falou que tem menos influência, tem gente que falou que tem mais. Eu acho que é igual", conta. "Então eu estava nesse lugar, querendo falar de estrada e ouvindo lambada, cumbia, reggae, brega", explica. "De repente tudo se afunilou. Por isso o disco ficou com essa estética de bar de beira de estrada."

A faixa "Retrovisor" é um bom exemplo desse conceito. Na letra, a cantora cura uma desilusão amorosa botando o pé na estrada. "Meu batom vermelho vai me enfeitar / Não preciso do espelho / Do retrovistor pra não borrar", diz a letra. A música ganhou um clipe, filmado em Pernambuco. "Achamos um bar com chão de terra batida e um letreiro de neon", conta. "Eu estou com um vestido de paetê, porém com uma havaiana. Muito simples e muito chique. O Brasil tem isso."

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Augusto Gomes
Céu dá entrevista no apartamento de seu empresário
Outro destaque é "Palhaço", composição de Nelson Cavaquinho que Céu gravou ao lado do pai, Edgard Poças, no violão. "A imagem do palhaço faz muito sentido para a temática do disco. Estrada, circo, palhaço."

"Eu disse para meu pai que queria um palhaço meio Fellini (cineasta italiano). Ele entendeu perfeitamente e fez uma valsa. O Gui Amabis fez uns ruídos de cinema no fundo. Foi ótimo porque pontuou o disco com um respiro."

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Outra faixa, "Fffree" (na verdade uma vinheta), foi inteiramente composta e gravada usando o jogo Garage Band. "É como se fosse um diário. Você escreve, rasga uma página e publica. É a mesma sensação", diz.

Há momentos em que até o telefone celular é o aparelho usado por Céu para compor. "Às vezes eu estou num bar, tenho uma ideia e gravo no celular mesmo. Várias músicas desse disco - quase todas, acho - apareceram assim", explica.

Nos dias 10 e 11 de março, Céu faz os shows de lançamento do disco no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Depois, segue para uma turnê na Europa e, dois meses depois, retorna ao Brasil para mais apresentações - a primeira no Circo Voador, no Rio de Janeiro, no dia 5 de maio.

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