Centro de LA para por funeral de Michael Jackson

Carros, helicópteros e até animais de circo, que convergiam para o Staples Center

AFP |

O centro da cidade de Los Angeles, tomado nesta terça-feira por milhares de fãs de Michael Jackson, foi paralisado pela afluência de carros, helicópteros e até animais de circo, que convergiam para o Staples Center, onde acontece uma cerimônia fúnebre para homenagear o rei do pop.

A polícia isolou a área em torno do Staples Center, onde estrelas do mundo pop como Mariah Carey, Lionel Richie e Stevie Wonder se apresentarão para lembrar a vida e a carreira de Jacskon.

Com helicópteros pousando e decolando nas proximidades do estádio, as autoridades alertaram as mais de 1,5 milhão de pessoas que não conseguiram ingressos e se aglomeravam do lado de fora para se manterem longe dos helipontos demarcados no asfalto.

Enquanto isso, num prelúdio surreal para o que ainda estava por vir, uma parada de elefantes e cavalos impressionava quem chegava ao local da cerimônia - os animais, no entanto, nada tinham a ver com o funeral do rei do pop, que mantinha um zoológico particular em seu rancho Neverland, e estavam apenas sendo levados para um lugar perto do Staples Center.

Mas, enquanto o caos parecia controlado, a multidão que não havia sido contemplada com uma das 17.000 entradas para o funeral de Jackson fazia o possível para conseguir entrar mesmo assim.

Selah Flores, 28 anos, vestia uma túnica branca e carregava uma grande cruz de madeira nos ombros. "Michael Jackson era como Jesus Cristo. Jesus morreu por nossos pecados, e nós matamos Michael através do que ele fez", afirmou. "Há uma dimensão espiritual nisso. O fim do mundo está próximo", acrescentou, enquanto distribuía panfletoss.

John Ramirez, 21, tentou em vão entrar no estádio, mas não tinha a pulseira que o identificava como um dos felizardos ganhadores de um ingresso. "É triste, estou tão perto, mas não posso entrar", lamentou Ramirez. Ele e dois amigos vestiam camisetas com a imagem do ídolo.

Outros tiveram mais sorte. Christine Feick, 19 anos, disse estar ainda chocada por ter sido sorteada. "Ter podido vir aqui é realmente uma experiência única na vida", comemorou.

Para alguns, o funeral de Jackson foi uma oportunidade para ganhar dinheiro - embora muitos classifiquem a iniciativa como sórdida. Herman Jones, 53 anos, tentava vender aos fãs um recém-impresso livro repleto de fotos do rei do pop. "Cresci com Michael Jackson como todo mundo. E ninguém quer fazer dinheiro com a morte", afirmou. "Mas queremos dar às pessoas alguma coisa para se lembrarem dele, e elas precisam pagar o custo disso", acrescentou.

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