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Cavalera Conspiracy BR Inflikted

Emannoel Zaninetti |

Por Emannoel Zaninetti

Já que depois da tempestade vem a bonança, a reconciliação fraternal de Max e Iggor Cavalera obviamente trouxe à tona também sua parceria musical. Depois de tanto tempo de separação - Max saiu do Sepultura em 1996 -, os irmãos, agora junto ao guitarrista Marc Rizzo (Soulfly) e o baixista Joe Duplantier (Gojira), formam o Cavalera Conspiracy.

Mas as novidades param por aí. Não há nada de novo em Inflikted . Tudo soa exatamente como se fosse o final dos anos 80 ou o começo dos 90. A música de abertura, que dá nome ao álbum, é um hino thrash metal, exatamente igual a muitos que o Sepultura já fez. Sanctuary parece ter saído do álbum Beneath the Remains, de 1989. Black Ark tem colaboração de Ritchie Cavalera, filho do vocalista, e é um pouco diferente das outras, apesar de ter bateria tribal e soar como uma música de Roots

No disco todo há também, como sempre, o conteúdo social e revolucionário típico do discurso de Max, já visto em Chaos AD, de 1993: nevertrust society, nevertrust the system, canta em Nevertrust. Tudo é muito óbvio, o que já se percebe pela total previsibilidade do nome das faixas: Terrorize, Ultra-Violent, The Doom of All Fires, Bloodbrawl, Hearts of Darkness, e por aí vai.

Sem nenhuma outra novidade nos fronts tanto da música quanto do metal em si além da reunião dos irmãos Cavalera, o álbum e a banda trazem a mesma coisa de sempre. Vai agradar os fãs de metal, de brutalidade gratuita e os órfãos do Sepultura. Mas só prova que os Cavalera podem ter saído da sepultura, mas estão com os pés na cova.

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