Brasil testemunha trajetória ascendente da banda The National

Comparado a Smiths e Joy Division, o grupo se apresenta no país em abril; leia entrevista ao iG

Thiago Ney, iG São Paulo |

Divulgação
A banda norte-americana The National
Dar de cara com uma banda nova, fresca, cheia de energia, é sempre empolgante. Também prazeroso é assistir a um grupo crescer e melhorar com o tempo. Neste segundo caso encontra-se o National.

Formado em Cincinnati, Ohio (EUA), o quinteto não despertou muito interesse com seus dois primeiros discos: "The National" (2001) e "Sad Songs for Dirty Lovers" (2003). Mas em 2005 veio “Alligator”, em que mesclaram com sutileza letras pessoais e reflexivas a melodias intensas e profundas. Com canções como “Mistaken for Strangers”, “Boxer” (2007) fez do National um nome popular. E, no ano passado, “High Violet” colocou a banda em um andar mais alto no rock.

O Brasil acompanha essa trajetória ascendente do National: em 2008, o grupo se apresentou dentro do extinto Tim Festival. Eles retornam para shows em São Paulo (dia 5 de abril, no Citibank Hall) e no Rio de Janeiro (8 de abril, no Circo Voador).

“Aquela passagem pelo Brasil ficou na nossa memória”, conta ao iG o baixista e tecladista Aaron Dessner. “Os fãs aí são passionais, não têm medo de demonstrar emoções. Isso é algo importante, porque nossas músicas são emocionais, então é duro tocar em lugares em que o público permanece impassível, distante.”

O irmão de Aaron, Bryce, é guitarrista do grupo; o National é completado por outra dupla de irmãos, Bryan (baterista) e Scott (guitarrista) Devendorf, e pelo vocalista Matt Berninger.

O tempo em que eles eram vistos se apresentando em locais não muito maiores do que bares ficou para trás. Hoje se acostumaram a tocar no circuito de talk shows americanos (David Letterman, Jimmy Fallon etc.), na emissora britânica BBC e na também britânica e um das mais famosas casas da Europa, o Royal Albert Hall. “Nossa vida mudou muito de uns tempos para cá. Estamos mais confortáveis, nossa equipe é melhor e maior. Tocamos para muita gente”, diz Aaron.

Nos próximos shows no Brasil, o National guardará bom espaço para mostrar faixas de “High Violet”, disco esteticamente um pouco diferente de “Alligator” e “Boxer”. “Gravamos este último álbum num estúdio que montamos. É um disco orgânico, produzido por nós mesmos. Foi bem espontâneo, por isso passamos por vários acidentes, nos enganamos algumas vezes. ‘Boxer’ é mais elegante, talvez. Este é mais seco, direto”, avalia o músico.

Se no instrumental o National lembra Smiths, Joy Divivion, Wedding Present e bandas britânicas dos anos 1980, o vocal grave de Berninger ecoa Nick Cave, Leonard Cohen. O que dá um tom ainda mais dramático às canções (“Eu tinha medo de que comeria seu cérebro”, ele canta em “Conversation 16”; o vídeo da música está abaixo).

“As músicas são meio dramáticas, por isso muita gente interpreta mal, diz que são melancólicas. Mas elas são intensas, e ao vivo ganham outra dinâmica. Tocamos alto, com força. São canções realmente divertidas. É um contraste de emoções”, aponta Aaron.

Veja abaixo o vídeo de "Conversation 16".

The National - São Paulo
5 de abril - 21h30
Citibank Hall (av. Jamaris, 213)

The National - Rio
8 de abril - 22h
Circo Voador (r. dos Arcos, s/nº)

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