Brasil recebe 'bad boys' do Mötley Crüe e o bom moço Jack Jonhson

Banda símbolo do sexo, drogas e rock'n'roll se apresenta nesta terça; já o bem comportado cantor toca no sábado em festival

Augusto Gomes, iG São Paulo |

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Mötley Crüe
Se existe uma banda que define à perfeição o lema sexo, drogas e rock and roll é o Mötley Crüe. Desde sua criação, em 1981, o grupo foi tão famoso pelos escândalos quanto pela música. Nos últimos anos o quarteto formado por Vince Neill (vocal), Mick Mars (guitarra), Nikki Sixx (baixo) e Tommy lee (bateria) está mais comportado. Mas a fama de bad boys dos quatro é eterna.

Nesta terça (17), o grupo faz seu primeiro show no Brasil. A apresentação acontece no Credicard Hall, em São Paulo, com abertura da banda americana Buckcherry. Será sua única performance no país. Os shows fazem parte da turnê do álbum "Saints of Los Angeles", lançado há três anos e o primeiro a reunir a formação original da banda desde "Generation Swine", de 1997.

O repertório do show, no entanto, deve ser baseado nos clássicos dos anos 1980 da banda. Na sua última apresentação antes de desembarcar no Brasil, no Chile, o quarteto tocou músicas como "Girls, Girls, Girls", "Dr. Feelgood", "Shout at the Devil", "Wild Side", "Kickstart My Heart" e "Home Sweet Home", entre outras. Um setlist para fã nostálgico nenhum botar defeito.

Resta saber como a banda resistiu a tantos anos de abuso. Afinal, todos os integrantes já tiveram sérios problemas com drogas - no final dos anos 1980, três dos quatro membros se internaram em clínicas de reabilitação simultaneamente. A única exceção foi o guitarrista Mick Mars, que tentou se livrar do vício sozinho.

O caso mais dramático foi o do baixista Nikki Sixx. Em 1987, ele sofreu uma overdose de heroína e chegou a ser declarado morto no caminho para o hospital. Foi "ressucitado" com uma injeção de adrenalina no coração (nos moldes do que aconteceu com a personagem de Uma Thurman no filme "Pulp Fiction") e, anos depois, fez uma música sobre o acontecido, "Kickstart My Heart".

O vocalista Vince Neill também já passou por maus bocados. Em dezembro de 1984, quando voltava de uma loja de bebidas, ele perdeu o controle de seu carro e bateu em outro veículo. O baterista da banda Hanoi Rocks, Nicholas Dingley, que estava no banco do passageiro, morreu na colisão. Neill foi condenado a 30 dias de prisão.

E há, é claro, o baterista Tommy Lee, mais conhecido como ex-marido de Pamela Anderson. Nos anos 1990, o casal esteve nas manchetes de todo o planeta quando uma fita dos dois fazendo sexo foi divulgada na internet. O escândalo transformou Lee numa celebridade ainda maior do que no auge do sucesso do Mötley Crüe. Até reality shows ele estrelou após o caso.

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O cantor Jack Johnson
Jack Johnson

O Mötley Crüe vem ao Brasil na mesma semana em que o seu exato oposto, pelo menos em termos de comportamento, desembarca no país. Enquanto Neill, Sixx, Mars e Lee são a tradução perfeita do bad boy do rock, há um cantor que é o contrário: sossegado, pai de família, preocupado com o meio ambiente. O genro que todo pai pediu a deus, Jack Johnson.

O cantor inicia sua turnê brasileira no sábado (21). O primeiro show acontece na Chácara do Jockey, em São Paulo, dentro do festival Natura Nós. O evento ainda terá apresentações dos britânicos Jamie Cullum e Laura Marling e das brasileiras Maria Gadú e Roberta Sá, entre outros.

Depois, Johnson segue para segue para Belo Horizonte (Mineirinho Arena, 24/05), Brasília (Estacionamento do Mané Garrincha, 25/05), Fortaleza (Marina Park, 27/05), Recife (Cabanga Iate Clube, 28/05), Porto Alegre (Ginásio Gigantinho, 02/06), Florianópolis (Stage Music Park, 03/06) e Rio de Janeiro (HSBC Arena, 05/06).

A fama de bom moço do músico tem bons motivos. Além de sua música leve e romântica, ele está constantemente envolvido com causas ecológicas e beneficentes (em abril, por exemplo, participou de um show para levantar dinheiro para as vítimas do tsunami no Japão). Além disso, é um homem de família: tem três filhos e é casado há dez anos com sua namorada da faculdade.

O lucro obtido com as oito performances no Brasil, assim como o de toda a turnê do álbum "To the Sea" (mais recente trabalho de Johnson, lançado no ano passado), será doado a entidades beneficentes. "Vamos beneficiar entidades de educação musical e de defesa do meio-ambiente", contou o músico, em entrevista ao iG .

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