Blitz traz os anos 80 para o Viradão Carioca

Banda liderada por Evandro Mesquita se apresentou em Bangu, na Zona Oeste do Rio

Fred Leal, especial para o Último Segundo |

A banda do ator, cantor e compositor Evandro Mesquita, a Blitz, foi um dos maiores sucessos de vendas do rock nacional nos anos 80. No entanto, com a saída de suas backing-vocals (entre elas, Fernanda Abreu) em carreira-solo, a banda começou a declinar, e acabou caindo na irrelevância nas décadas seguintes. Não sem antes deixar marcados na memória do carioca uma série de hits como "A Dois Passos do Paraíso" e "Você Não Soube me Amar" - que continuariam cantados em uníssono qualquer que fosse o palco desta noite.

Calhou de ser Bangu, palco da Zona Oeste que recebe alguma das maiores atrações desse primeiro Viradão Carioca - entre elas, O Rappa e Milton Nascimento. Evandro Mesquita, com quem o Último Segundo conversou antes do show, afirmou achar a oportunidade "chocante", ao melhor estilo 80's. Também falou que depois de participar com a Blitz da Virada Cultural de São Paulo, achava a ideia de uma edição carioca "um projeto bacana, que o Rio estava precisando." Sobre suas expectativas para o show, disse esperar muita diversão: "a gente tem uma história aqui, adoro a comunidade de Padre Miguel".

A Blitz subiu ao palco pontualmente à 1h da madrugada, já esquentando a galera com alguns hits "menores", como "Weekend" e "Betty Frígida". Com uma versão de "Sonífera Ilha" (dos Titãs) a plateia começava a se soltar, já entoando o refrão junto com a banda. "Mais Uma de Amor (Geme Geme)" começou de vez a festa na Praça Guilherme, botando pra dançar até mesmo crianças que nunca ouviram a banda e já tinham passado da hora de dormir.

Mesquita também aproveitou a oportunidade para apresentar músicas novas da Blitz, entre elas uma parceria com Leoni. Ainda ameaçava: "Mais uma nova. Escuta!" As canções ainda soam como a Blitz dos anos 80, com a mesma levada surf pop e a onipresença das backing vocals. O que muda é um pouco mais de elaboração nos arranjos, e bem menos brilhantismo na hora de cunhar sucessos - daqueles que atravessam gerações, como um dia Evandro Mesquita já foi capaz.

A experiência de Mesquita, entretanto, não deixou de ser sentida. Sua presença de palco ainda provoca suspiro nas moças (de mais de 30 anos), e o multiinstrumentista continua carismático, e sabendo comandar uma plateia. Com o competente show, o Viradão Carioca certamente estreia sua primeira edição de forma memorável na Zona Oeste e Bangu.

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