Bandas que seguiram sem o vocalista original

Conheça algumas bandas importantes que superaram a perda de seu vocalista original

Redação iG Música |

Primeiro o empresário do guitarrista Jimmy Page, Peter Mensch, disse que o Led Zeppelin voltaria à ativa sem Robert Plant no vocal . Depois, Mensch voltou atrás e disse que a banda não vai mais se reunir , não sem antes assumir que testes para um novo vocalista foram feitos.

O que importa é que essa indefinição momentânea mobilizou a redação do iG Música para recordar casos onde os grupos seguiram mesmo com a ausência do vocalista.

Dois casos de vocalistas icônicos que deixaram suas bandas a ver navios são os de Jim Morrison e Freddie Mercury. O primeiro foi encontrado morto em sua banheira, no ano de 1971. Já o segundo faleceu em sua casa em 1991, vítima do vírus HIV.

Tanto o The Doors quanto o Queen encerraram suas atividades por um longo período, mas resolveram voltar a ativa anos depois arranjando substitutos para seus vocalistas. No lugar de Jim Morrison entrou Ian Astbury, do The Cult, enquanto Paul Rodgers, do Free, assumiu o lugar de Freddie Mercury.

Nem sempre a perda de um vocalista ocasiona o desbande de um grupo. Dois casos de superação envolvem os grupos Pink Floyd e AC/DC.

Os ingleses do Pink Floyd acabaram por expulsar o fundador da banda, Syd Barrett, que cedeu espaço ao então baixista Roger Waters, que foi responsável por álbuns clássicos como  The Dark Side of the Moon e The Wall .

No caso do AC/DC o problema foi mais traumático, pois o grupo foi pego de surpresa pela morte precoce do vocalista Bon Scott em decorrência de seu vício em álcool. Por um tempo os australianos pensaram em encerrar suas atividades, mas deram uma chance ao músico Brian Johnson, o que resultou no seu álbum de maior sucesso: Back in Black .

Existem outras bandas que conseguiram se dar bem mesmo com a troca constante de vocalistas. No caso do Deep Purple esse rodízio foi benéfico. Seu primeiro vocalista, Rod Evans, acabou na sombra dos seus sucessores, Ian Gillan e David Coverdale.

Porém, o mais comum nessas histórias é que os grupos não consigam manter a qualidade do trabalho conquistado. O Black Sabbath perdeu o vocalista Ozzy Osbourne e passou a viver numa constante troca de vozes, das quais vale a pena citar Ronnie James Dio, Ian Gillan e Tony Martin.

Outra banda que se perdeu no processo de troca de vocalistas foi o Van Halen, que depois da saída de David Lee Roth até se segurou com Sammy Hagar, mas perdeu o rumo ao aceitar Gary Cherone.

Uma solução adotada por alguns músicos órfãos de vocalistas foi a de mudar o nome do grupo. Entre os casos mais famosos estão o Audioslave, que contava com todo o Rage Against the Machine somado ao vocal de Chris Cornell, e o Velvet Revolver, que é praticamente um Guns n' Roses com Scott Weiland no microfone.

Reza a lenda que em algum momento da carreira dos Rolling Stones o guitarrista Keith Richards quis demitir o vocalista Mick Jagger, negociando uma possível substituição com Roger Daltrey, do The Who. Mas não aconteceu.

No terreno das bandas nacionais a troca de vocalistas também ocasionou problemas. Poucos se lembram do período em que Murilo Lima substituiu Dinho Ouro Preto no Capital Inicial, da mesma forma que o Raimundos caiu no ostracismo após a saída de Rodolfo Abrantes, que cedeu os vocais ao guitarrista Digão.

Os Titãs perderam dois de seus vocalistas, Arnaldo Antunes e Nando Reis, mas acabaram seguindo sua carreira sem grandes percalços, afinal, o grupo ainda conta com outros três vocalistas: Paulo Miklos, Branco Mello e Sérgio Britto.

Fora da esfera do rock ainda existe uma gama de conjuntos que tentam sobreviver sem suas vozes originais. Alguns casos são os da Banda Eva, que logo de cara perdeu Ivete Sangalo, e do Babado Novo, que segue mesmo com a ausência de Claudia Leitte.

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