Banda A Cor do Som relembra antigos sucessos no Rio

25 anos após separação oficial, grupo faz shows para novos e velhos fãs

Agência Estado |

Divulgação
A Cor do Som
A Cor do Som andou esmaecida, mas agora está bem viva. "Já deu uma desbotada, mas estamos com lápis de cor na mão, para dar uma colorida", brinca o baixista Dadi, que, com o irmão, Mú Carvalho (teclado), e os velhos companheiros Armandinho (guitarra), Ary Dias (percussão) e Gustavo Schroeter (bateria) visita os sucessos dos anos 70 e 80 no Teatro Rival desta quinta (14) até sábado (16).

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Herdeira do tropicalismo, expoente da música instrumental brasileira, a banda baiano-carioca, criada em 1977, teve nove anos de vida, tocou para milhares de pessoas, mas nunca fez fortuna. Passaram-se 25 anos do encerramento oficial de suas atividades, e os fãs - os antigos e os filhos destes -, ainda a seguem nos shows que acontecem aqui e acolá. Teve na Virada Cultural, em abril, no Viradão Carioca, em maio.

Foi, no entanto, numa apresentação no Pelourinho, há pouco mais de um ano, que a vontade de revivê-la se fez mais forte. O grupo ainda reencontraria Armandinho em Salvador em março, quando o guitarrista sentenciaria: "A Cor do Som existe para transformar a música regional baiana em música pop".

"Fizemos a série 'Armandinho convida' e foi a deixa. As pessoas já podem saber que A Cor do Som está aí. Mas tudo mudou, é devagar. Naquela época, a gente só fazia aquilo, eram 250 shows por ano. Cada um tem a sua vida hoje", diz Mu. Ele produz trilhas para a TV Globo desde 1994, compõe e está lançando CD com a mulher, Ana Zingoni, "Voo Silencioso". Depois de tocar com Jorge Ben, Barão Vermelho, Rita Lee, Dadi, paralelamente à trajetória solo, está nos CDs e shows de Marisa Monte, e tem trabalhos em parceria com Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes, entre outros. Ary e Gustavo são professores.

Em 1996, 12 anos depois do desligamento de Armandinho que levaria à dissolução "definitiva" - dividido, ele preferiu voltar a tocar com o pai, Osmar, no mítico trio elétrico de Dodô e Osmar -, o quinteto apresentou no Circo Voador os sucessos que ninguém esqueceu: "Abri a Porta", "Menino Deus", "Beleza Pura", "Zanzibar", "Semente do Amor", além dos temas instrumentais - repertório que será reprisado no Rival. Na ocasião, ganharam o Prêmio Sharp. Em 2005, vieram nova reunião, um DVD e outro troféu. Os shows no Rival terão a participação de instrumentistas amigos - hoje, o acordeonista Chico Chagas; amanhã, o saxofonista Nivaldo Ornelas; sábado, o trombonista Vitor Santos.

SERVIÇO
A Cor do Som

Teatro Rival Petrobras (Rua Álvaro Alvim, 33/37, Rio de Janeiro)
De 14 a 16 de julho, às 19h30
R$ 40 a  R$ 50

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