Bad Plus toca de Stravinsky a Tears for Fears em São Paulo

Carlos Augusto Gomes |

Acordo Ortográfico

O trio americano Bad Plus mostrou ontem, em mais uma passagem pelo Brasil, porque é um dos mais surpreendentes nomes do jazz na atualidade. Num show de pouco mais de 1h30 no Bourbon Street Music Club, o grupo tocou de Stravinsky a Tears for Fears.

A banda ficou famosa por aqui por causa de suas versões jazz de sucessos pop. Mas, pelo menos na apresentação de ontem no Bourbon, essa faceta foi minoria. Ethan Iverson (piano), Reid Anderson (baixo) e o grande David King (bateria) centraram fogo no repertório próprio.

King, por sinal, roubou o show. Ora sutil, ora pesado, ele foi o responsável pelas principais mudanças de clima na noite. E ainda "tocou" os mais inusitados brinquedos, incluindo bonecos do filme "ET, o Extraterrestre" na última música da apresentação.

Apenas "Everybody Wants to Rule the World", do Tears for Fears, "Tom Sawyer", do Rush (o momento mais aplaudido da noite) e, já no segundo bis, uma surpreendente "Heart of Gold", de Neil Young (com direito a momentos de vocal a capella, além dos ETs), deram as caras.

A maior parte do repertório foi composta de músicas do próprio Bad Plus, como as ótimas "Mint" e "Giant", além de uma violenta "Physical Cities". Para completar o caldeirão, versões para composições dos eruditos Igor Stravinsky e György Lygeti.

Foi a quarta vez que o Bad Plus veio ao Brasil. As anteriores foram no festival de jazz de Ouro Preto de 2003, no Tim Festival de 2006 e em mais uma rápida passagem no ano passado.

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