Autópsia não revela causa de morte de Amy Winehouse

Novos exames ficarão prontos entre duas e quatro semanas; médico da cantora não a visitou um dia antes e saiu sem preocupações

iG São Paulo com agências |

A autópsia realizada no corpo de Amy Winehouse nesta segunda-feira (25) não revelou a causa da morte da cantora de 27 anos. Segundo a polícia de Londres, novos exames toxicológicos serão feitos e o resultado ficará pronto entre duas e quatro semanas.

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O funeral de Winehouse será realizado nesta terça-feira .

A polícia informou ainda que um inquérito judicial sobre o caso, aberto pelo tribunal encarregado de investigar mortes não esclarecidas, foi adiado até 26 de outubro. De acordo com Sharon Duff, funcionária do tribunal, a polícia investigou o local onde o corpo de Amy foi encontrado, considerando a cena da morte "não suspeita". A Justiça já emitiu uma autorização para que a família de Amy realize o funeral da cantora.

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Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa no sábado (23), no bairro de Camdem Town, norte de Londres. A família de Amy Winehouse foi chamada nesta segunda para realizar o procedimento padrão de reconhecimento do corpo. Após a autópsia ter sido realizada, o corpo foi liberado para o funeral, que seguirá a tradição judaica.

Segundo o jornal britânico Daily Telegraph, na noite de sexta-feira o médico de Winehouse visitou a casa da cantora e saiu sem preocupações com o estado de saúde dela. A polícia de Londres também revelou que nenhuma droga foi encontrada na casa. Winehouse passava por acompanhamento médico devido a seu conhecido vício em entorpecentes.

Nesta segunda-feira, os pais de Amy, Mitch e Janis Winehouse, agradeceram aos fãs pelas homenagens em um santuário temporário montado próximo da casa da cantora. "Obrigada por terem vindo", disse ele aos fãs. "Significa muito para mim e minha família, (as homenagens) tornam o momento menos difícil para nós."

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A mãe da cantora estava com a filha no dia anterior à sua morte e disse que a Winehouse parecia estar "fora de controle". "Ela parecia fora de controle. Sua morte foi tão prematura que ainda não consegui digerí-la", ela disse ao jornal britânico Sunday Mirror neste domingo. "Ainda bem que consegui vê-la naquele momento."

Neste domingo, Chris Goodman, amigo e representante de Amy Winehouse, afirmou ao site americano TMZ que a cantora morreu sozinha em sua cama. “Ela estava no quarto após dizer que queria dormir e quando o segurança foi acordá-la percebeu que ela não estava respirando”, revelou. Segundo Goodman, foi o segurança quem ligou para a emergência. “Ele estava em estado de choque."

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Um vizinho de Amy Winehouse, que pediu manter o anonimato, declarou à imprensa que, na sexta-feira (22), acordou assustado porque ouvia gritos vindos da casa de Amy. "Ouvi ruídos enormes, como se alguém estivesse sentindo dores. Brinquei com meu filho dizendo a ele que talvez ela estivesse usando drogas", afirmou o vizinho.

Augusto Gomes
Homenagem a Amy Winehouse próxima à casa da cantora
Homenagens no bairro

A Camdem Square, no norte de Londres, tornou-se uma espécie de centro de peregrinação durante o final de semana. Ao lado de garrafas e latas de cerveja há ramalhetes de flores e bilhetes de despedida levados pelos fãs da cantora. Winehouse cresceu e passou a maior parte da vida em Camden Town.

Winehouse costumava frequentar vários locais do bairro. Sua última aparição pública, por exemplo, foi na Roundhouse, casa de shows localizada a meia hora de caminhada de sua casa. Ela fez uma participação especial no show de sua afilhada, Dionne Bromfield, na última quarta.

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Seu pub preferido, o The Hawley Arms, também fica na região. Na manhã deste domingo, o local prestou uma homenagem discreta à sua frequentadora mais ilustre: colocou uma placa com os dizeres "Back To Black" (em português, algo como "De volta ao luto") em frente à porta.

No vizinho mercado de Camden Lock, a cantora só estava presente nos alto-falantes. Um dia após sua morte, camisetas e pôsteres com sua imagem já eram impossíveis de encontrar. "Muita gente veio procurar, mas não temos nada", disse o vendedor de uma loja de roupas.

Reprodução
Capa de "Back to Black", de Amy Winehouse
Topo das paradas

Após sua morte, Amy Winehouse desbancou Adele e assumiu o topo da parada de discos mais baixados no site iTunes do Reino Unidos, com seu segundo disco, "Back To Black". A cantora também ocupava a terceira posição no iTunes, com um pacote que inclui "Back to Black" e o seu CD de estreia "Frank", enquanto a "Deluxe Edition" de "Back to Black" estava em quarto.

A morte da cantora aconteceu tarde demais para influenciar a lista que coloca as 40 músicas mais baixadas e discos vendidos divulgada pela empresa Official Charts no domingo, mas ela provavelmente vai ficar no topo da lista na próxima semana.

A venda dos CDs de Amy Winehouse aumentou 37 vezes de sábado para domingo, enquanto a venda de músicas cresceu 23 vezes, segundo a Official Charts. "Esperamos um impacto ainda maior nos próximos dias", disse o diretor da Official Charts Martin Talbot.

O jornal Daily Telegraph relatou também nesta segunda-feira que o material gravado antes da morte da cantora pode ser lançado como um álbum póstumo, citando fontes que disseram que Winehouse gravou "muito material" e que os pais dela teriam a palavra final sobre o lançamento ou não do álbum.

Um porta-voz da cantora disse à Reuters que não havia no momento confirmação de lançamento de um terceiro álbum. "Sei que há material, mas ninguém falou sobre isso", afirmou. A gravadora Island Records, subsidiária do Universal Music Group, não fez comentários.

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*Com AP, Reuters, BBC Brasil e EFE

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