As excentricidades de João Gilberto em um edifício do Leblon

Avesso a “visitas”, músico baiano nunca atende a porta e dá dor de cabeça aos vizinhos com vazamentos de gás, infiltrações, e queixas contra o barulho

Priscila Bessa, iG Rio de Janeiro |

AE
João Gilberto durante o show de inauguração da nova casa de espetáculos Tom Brasil, em 2003
O cantor e compositor João Gilberto que completa 80 anos nesta sexta-feira (10), já teve fases de maior atrito com a vizinhança, mas sua presença no edifício em que mora no Leblon ainda causa perturbação. Os primeiros desentendimentos aconteceram por causa de barulho. “Durante dois anos o moço não podia arrastar uma cadeira que ele interfonava para o porteiro. Até que o rapaz perdeu a paciência e gritou pela janela que se ele quisesse vendia o apartamento para ele. Então o João poderia deixá-lo fechado e pronto. Lógico que ele não comprou o apartamento, mas também parou de aborrecê-lo”, conta uma moradora.

Apesar do conflito, a maioria dos vizinhos alega nunca ter tido nenhum problema com o músico. “Ele dá muita dor de cabeça para um senhor que é vizinho de baixo, coitado. Parece que teve um vazamento que passou pela casa dele e ele nem avisou. Depois, para fazer a obra, foi outro transtorno. A mulher desse senhor teve que ir lá bater na porta durante três meses porque ele não queria atender ao interfone”, conta um empregado do prédio.

Procurada pela reportagem do iG , a síndica não retornou o contato. Mas é sabido por quem vive no local que o condomínio sofre com as excentricidades de João Gilberto. “Recentemente a CEG precisou cortar o gás dele. Teve vazamento, a gente sentia o cheiro e não sabia da onde vinha. Quando o funcionário veio, disse que a conta dele estava em R$ 3,5 mil e que ele poderia ter explodido o prédio”, conta uma moradora. Um episódio parecido teria acontecido com a água do edifício.

“Estranharam o valor e foram checar todos os apartamentos mas, no dele, ninguém entra”, completa a vizinha. “O condomínio mandou carta, mas não adiantou. Através do advogado dele descobriram que João teria deixado uma bica aberta por 15 dias. Pagou R$ 2 mil de cota extra”. Após a chegada de uma intimação judicial, João Gilberto avisou aos porteiros que ninguém pode receber nada por ele a não ser o próprio ou seu advogado.

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