As dez melhores "músicas de motel" de todos os tempos

Relembre canções românticas, de Sade a George Michael, passando por Roberto Carlos

iG São Paulo |

Um vocal sussurrado, um ritmo suave ou uma letra sugestiva. Essa combinação é fundamental para a criação de uma boa "música de motel", termo que ganhou popularidade no Brasil por causa da série de canções de cunho sexual que Roberto Carlos fez na virada dos anos 1970 para os 1980.

Mas o gênero não é exclusividade do Brasil: Chris Isaak e George Michael, por exemplo, gravaram alguns clássicos para ouvir entre os lençois. Assim como Sade, que inicia nesta quinta uma turnê pelo Brasil . Veja uma lista de dez "músicas de motel" fundamentais e deixe seu comentário.

null Sade - "Smooth Operator"
O solo de saxofone que abre "Smooth Operator" moldou o som das baladas sensuais que embalaram os anos 1980. A letra conta a história de um garoto de programa de luxo que seduz mulheres com "gasto mínimo e diversão máxima". A ousadia deu resultados: Sade tornou-se uma estrela conhecida em todo o planeta logo com seu primeiro disco ("Diamond Life", de 1984) e até hoje continua apostando na fórmula que mistura sofisticação com alguns toques de erotismo.

Roberto Carlos - "O Côncavo e o Convexo"
Entre o final dos anos 1970 e 1980, Roberto Carlos fez tantas músicas sobre sexo que a época foi apelidada de "fase motel" do Rei. O auge é "O Côncavo e o Convexo", de 1981: "Cada parte de nós tem a forma ideal / Quando juntas estão, coincidência total / Do côncavo e convexo / Assim é nosso amor, no sexo". A música voltou a causar polêmica em 2006, por causa de depoimento real exibido na novela "Páginas da Vida" em que uma senhora admitia ter chegado a seu primeiro orgasmo enquanto ouvia a canção.

Roberto Carlos - O Côncavo e o Convexo

null Chris Isaak - "Wicked Game"
Só a voz sussurrada de Chris Isaak já seria suficiente para aquecer os ânimos de muita gente. Mas o que tornou "Wicked Game" um clássico entre as "músicas de motel" foi seu clipe, que traz imagens em preto e branco da modelo Helena Christensen seminua, rolando pela areia ao lado de Isaak. O vídeo virou presença obrigatória nas madrugadas das MTVs de todo o mundo, inclusive no Brasil, e também entrou na lista dos clipes mais sensuais de todos os tempos da VH1 e da própria MTV.

Agepê - "Deixa Eu Te Amar"
O carioca Agepê (o nome artístico vem das iniciais de seu nome verdadeiro, Antônio Gilson Porfírio) foi o grande nome do samba romântico dos anos 1980. "Deixa eu Te Amar" foi seu maior sucesso, e levou o disco "Mistura Brasileira" a bater a marca de um milhão de cópias vendidas. A letra é cheia de imagens de fazer corar os mais tímidos: "Vou me embrenhar nessa mata só porque / Existe uma cascata que tem água cristalina / Aí, então, vou te amar com sede / Na relva, na rede, onde você quiser". ( Ouça aqui )

null Marvin Gaye - "Sexual Healing"
"When I get this feeling, I need sexual healing" - numa tradução aproximada, "Quando me sinto assim, preciso de cura sexual". O refrão do último sucesso de Marvin Gaye não poderia ser mais direto, mas "Sexual Healing" ainda tem sussuros, gemidos e um ritmo, digamos, convidativo. Para completar, o clipe é tão cheio de referências sexuais quanto a moral de 1982 permitia, com dançarinas olhando lascivamente para a câmera e Gaye interpretando um paciente tarado em busca de uma "cura sexual". 

Serge Gainsbourg - "Je T'Aime Moi Nos Plus"
A carreira do francês Serge Gainsbourg foi marcada por vários escândalos, mas nenhum deles maior que a música "Je T'Aime Moi Non Plus", lançada no sugestivo anos de 1969. A letra é bem simples: enquanto Gainsbourg sussura frases como "Je vais et je viens, entre tes reins" ("Eu vou e volto, entre seus rins"), sua então amante, Jane Birkin, geme. E como geme! Por causa de seu alto teor erótico, a canção foi proibida em vários países, inclusive no Brasil. Uma curiosidade: a versão original da música foi gravada com Brigitte Bardot, mas não foi lançada na época.

Jane Birkin & Serge Gainsbourg - Je T'aime Moi Non Plus

Donna Summer - "Love to Love You"
Os quatro minutos de gemidos de "Je T'Aime Moi Non Plus" não são nada perto de "Love To Love You", de Donna Summer: 17 minutos de algo que parece um orgasmo. A música tornou a cantora o maior nome da disco music. O curioso é que, a princípio, ela não queria gravar a canção, com medo de seu alto teor erótico. Só cedeu após muita insistência de seu produtor, o italiano Giorgio Moroder. Em 2003, a música voltou a ganhar popularidade, após servir de base para "Naughty Girl", de Beyoncé. ( Ouça aqui )

null Bryan Ferry - "Slave to Love"
Em 1985, Bryan Ferry tinha uma longa e respeitável história na música, seja como vocalista do Roxy Music, seja como cantor solo. Mas tudo isso ficou para trás no imaginário popular depois da balada "Slave to Love". A música, presente no disco "Boys and Girls", tornou Ferry sinônimo de um romantismo bem próximo do brega e de uma sensualidade um tanto exagerada. Ou seja, música de motel.

Wando - "Fogo e Paixão"
"Obsceno". "Fantasia Noturna". "Tenda dos Prazeres". "Picada de Amor". "Depois da Cama". A lista de títulos lembra um catálogo de locadora de filmes pornôs, mas é apenas uma pequena amostra da discografia de Wando. O músico, auto-intitulado "o cantor mais sensual do Brasil", tem no currículo várias músicas de motel, e com orgulho. A principal delas, é claro, é "Fogo e Paixão", aquela dos versos "Quando tão louca / Me beija na boca / Me ama no chão". ( Ouça aqui )

George Michael - "Careless Whisper"
Assim como "Smooth Operator", de Sade, "Careless Whisper" tem um ingrediente importante numa boa balada sensual dos anos 1980: o solo de saxofone. Foi a primeira música solo de George Michael e até hoje é uma de suas músicas mais tocadas, especialmente em rádios de easy listening. Em seus trabalhos seguintes, o cantor continuou apostando na temática sexual, em músicas como "Father Figure" e "I Want Your Sex".

George Michael - Careless Whisper

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