Arrigo Barnabé lança DVD ao vivo em cinema pornô no centro de São Paulo

"Caixa de Ódio" traz versões do músico para obras de Lupicínio Rodrigues

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Pablo Saborido / Divulgação
Arrigo Barnabé no Cine Áurea
"Matar um amor que já tem tantos anos / Criar um inferno dentro do seu lar / Fazer do meu peito uma caixa de ódio / Como um coração que não quer perdoar". Esses versos raivosos fazem parte da música "Caixa de Ódio", uma das mais tristes canções compostas por Lupicínio Rodrigues (1914-1974).

É também o título do show que Arrigo Barnabé vem fazendo há dois anos, em que revisita a obra do compositor gaúcho, famoso por canções como "Nervos de Aço" ("Você sabe o que é ter um amor, meu senhor...") e "Vingança" ("Eu gostei tanto quando me contaram que lhe encontraram bebendo e chorando na mesa de bar").

O espetáculo agora virou um DVD ao vivo. O pocket show de lançamento acontece às 21h30 desta quarta (16), no Cine Áurea, um cinema pornô no centro de São Paulo. A ideia de se apresentar lá, segundo Arrigo, foi dos proprietários da Casa de Francisca (também produtores do DVD), a intimista casa de shows onde o show foi gravado.

"Mas, por coincidência, é justamente o cinema que eu cito em uma de minhas músicas, 'Office Boy'", conta o músico. "Era sábado e ele ali, sozinho, sem nenhum tostão / Pensava naquela vedete morena que tirava a roupa no Áurea Strip Show", diz a letra da canção, uma das faixas do disco de estreia de Arrigo, "Clara Crocodilo" (1980).

O cinema faz parte da história da música brasileira por mais um motivo: está no mesmo local onde ficava a "saudosa maloca" da canção de Adoniran Barbosa.

O lançamento do DVD não significa que o ciclo de "Caixa de Ódio" tenha terminado. "Quero continuar fazendo esse show por muito tempo. Ainda estou curtindo bastante", conta. A ideia de uma temporada longa já estava presente no nascimento do espetáculo.

A vontade de gravar um DVD também. Arrigo primeiro pensou em gravar um CD ao vivo, mas mudou para um DVD porque o show é, segundo o cantor, "muito visual". "Também bolei algumas coisas para o DVD, algumas ceninhas. Intervenções que eu criei", explica.

E por que Lupicínio? "Quando o Itamar Assumpção fez aquele disco com músicas do Ataulfo Alves (Ataulfo Alves por Itamar Assumpção, de 1996), pensei que poderia fazer algo parecido", afirma. "O primeiro nome que me veio em mente foi o Lupicínio. Eu me identifico demais com as canções dele. Elas têm um exagero legal."

Serviço

Arrigo Barnabé lança "Caixa de Ódio"
Cine Áurea (Rua Aurora, 522, Centro)
Quarta-feira (16), às 21h30
Ingressos: R$ 8

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