Antidiva Zélia Duncan estreia no Rio show que celebra 30 anos de carreira

Cantora diz que vai ‘docemente na contramão’ e que prefere riscos a fórmulas de sucesso

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

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Zélia se apresenta no Rio de Janeiro no próximo dia 21 com espetáculo registrado Teatro Municipal de Niterói, onde nasceu
Zélia Duncan é uma mulher de encontros mais ou menos marcados. No próximo dia 28, a cantora nascida em Niterói e que cresceu em Brasília completará 47 anos de idade. “Se tudo der certo”, brinca. Antes dessa festa, porém, ela volta ao Rio de Janeiro, onde mora, para mais show que celebra seus 30 anos de carreira – o lançamento do CD e DVD “Pelo sabor do gesto – Em cena”, gravado em marco no Teatro Municipal de Niterói. Não são seus únicos compromissos nesse momento da vida. Considerada um ícone por meninas que lotam seus shows sob gritinhos de “linda” e “maravilhosa”, ela anuncia que faz planos para se casar. Reservada, não conta detalhes sobre a cara-metade, diz apenas que seu “coração está calmo e feliz”.

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E é assim, animada e tranquila, que a cantora sobe ao palco do Vivo Rio na sexta-feira, dia 21, para apresentar canções do CD homônimo de 2009 e algumas inéditas. Zélia conta com a participação especial do cantor e compositor Moska e direção da atriz Ana Beatriz Nogueira. “Esse momento é muito emocionante, vou poder cantar para vários colegas, além do Moska que vai estar comigo. E tem essa fase em que me sinto mais madura e suave, além da maturidade do próprio show. Quando você entra no estúdio e grava você não tem tanta intimidade com as canções.

O espetáculo já foi apresentado em São Paulo, no Auditório Ibirapuera, em agosto. Antes de voltar para o Rio para lançar o DVD (o primeiro pela gravadora Biscoito Fino, em parceria com o Canal Brasil), Zélia ainda arranjou tempo para se exercitar como atriz no espetáculo "TôTatiando". No monólogo montado no Sesc Belenzinho, em São Paulo, em que interpretou de forma teatral canções do compositor paulista Luiz Tatit, sob direção da atriz Regina Braga .

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E no pique de quem se sente “uma jovem senhora animada”, Zélia ainda prepara um CD dedicado a canções de Itamar Assumpção, que deve ser lançado no primeiro semestre do ano que vem.

No Rio, “a plateia leva, tudo depende do clima”

Para fãs de carteirinha, ela avisa que sucessos como “Catedral”, “Alma” e “Nos lençóis desse reggae”, não estão oficialmente no roteiro. “Provavelmente, devo voltar com o meu violãozinho para o bis”, tranquiliza os saudosistas. “Não vou desanimar uma plateia, mas também não vou desconsiderá-la. Nem adianta ir para meu show achando que vai ouvir sempre a mesma coisa, não vai”, pontua a autodeclarada antidiva.

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Zélia sobre o show: "Agora é o auge, tenho certeza de que vai ser muito emocionante”, promete

Quem escuta a declaração, assim, de passagem, pode até se surpreender que seja da cantora que de 1995 para cá emplacou 21 canções em novelas e minisséries de grande sucesso popular, como “A próxima vítima”, quando estourou com “Catedral”; “Caminho das Índias”, com “Alma”; e “Carne e Osso”, tema de abertura de “7 Pecados”.

Ouça músicas e acompanhe as letras de Zélia Duncan

“É docemente, mas vou na contramão”, assegura. “Não tenho desejo de me repetir. ”, reafirma ela, que já gravou disco de samba e fez o papel de Rita Lee na versão reencarnada dos Mutantes. Nada contra seus hits consagrados, pelo contrário. “Fico feliz quando tem uma música minha na novela, mas não faço nada especificamente para estar na TV”, diz. “Fui me dando o direito de fazer coisas que amo. Às vezes perde-se com isso, até visibilidade”, reflete.

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"Se olhar minha carreira dá para ver que fui sempre olhando para frente, tentando achar outras coisas", diz a cantora
Zélia sabe que tem vários públicos e gosta de flertar com eles. "Tem quem goste do sucesso, que é como criança que torce sempre para o time que está vencendo. Mas esse público não é específico de nenhum artista e, eventualmente, eu vou lá e o belisco”, diz. “Mas tem o outro momento da minha vida, que é quando faço um show para 380 pessoas que vão me assistir cantar Luiz Tatit. Não encontro lá o grande público, mas encontro um praazeeer...”, diz escandindo as sílabas e encorpando a voz de contralto ao falar em “prazer”.

E praazeeer assim, derramado e sentido, Zélia tem encontrado em investidas distintas que vão de regravações de uma vanguarda paulistana representada por Itamar Assumpção, Paulo Leminski e Alice Ruiz; a parcerias com o quase-novato Marcelo Jeneci – destaque após trabalhos assinados com Arnaldo Antunes (“Longe”, trilha da novela “Paraíso”, de 2009) e Vanessa da Matta (“Amado”, trilha de “A Favorita”, 2008); e com músicos já consagrados como Chico César e Zeca Baleiro, com quem Zélia até então nunca havia composto.

No show desta sexta-feira (21), “Felicidade”, de Luiz Tatit, será apresentada num formato que já agradou público em outros palcos: quase uma récita. Na outra ponta da apresentação, clássicos de Roberto Carlos como “Corro Demais” prometem embalos e coros em uníssono. Entre as inéditas, “Borboleta”, assinada por Zélia, Arnaldo Antunes e Alice Ruiz, e “Defeito 10: Cedotardar”, de Moacyr de Albuquerque e Tom Zé.

Serviço :

Show para o lançamento do CD/DVD "Pelo Sabor do Gesto - Em Cena"

Data: 21 de Outubro, às 22h

Local: Vivo Rio, Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo

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