Alice Cooper traz o seu show de horror de volta ao Brasil

Em entrevista ao iG, cantor fala sobre sua atual turnê e explica como descobriu o que é macumba

Augusto Gomes, iG São Paulo |

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Alice Cooper no palco
Alice Cooper está de volta ao Brasil. Dezesseis anos depois de sua última passagem pelo país - e 37 anos após a primeira -, o cantor americano trará seu show de horror a três cidades: Porto Alegre (31/05), São Paulo (02/06) e Rio de Janeiro (03/06).

"Preparem-se para um ótimo show. Essa é a melhor banda com quem eu já toquei", garante Cooper. "E também será tudo muito teatral. Afinal, é um show de Alice Cooper!".

Por teatral, entenda-se cadeiras elétricas, guilhotinas e muito sangue. Tudo cenográfico, é claro. Desde que Cooper tornou-se famoso, no início dos anos 1970, as apresentações elaboradas e o gosto por assustar a plateia são suas marcas registradas.

Essas características lhe valeram o título de "pai do shock rock" e influenciaram incontáveis artistas, começando pelo hard rock maquiado do Kiss e chegando até os horrores de Marilyn Manson.

Até o pop de Lady Gaga, que a princípio não teria nada em comum com o peso de Alice Cooper, está em sua lista de influências. Ela já declarou ser fã do cantor, e a admiração é recíproca. "Ela não tem medo de ousar, e isso é uma coisa que eu respeito", afirma o cantor, em entrevista por telefone ao iG. "Além disso, ela sabe cantar, dançar, compor. Não é só uma pessoa que usa roupas esquisitas".

A turnê que passa pelo Brasil é uma celebração da longa carreira de Cooper. "Tentei incluir todos os meus sucessos dos anos 1970, 1980 e 1990", diz o cantor. "Obviamente, há aquelas 15 músicas que nunca podem faltar. 'School's Out', 'I'm Eighteen', 'Elected' e outras", explica. "Mas, como cada apresentação tem em torno de 25 canções, deu para se divertir escolhendo as outras dez".

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Alice Cooper e sua maquiagem característica
Entre as surpresas, há desde "(We're All) Clones", sucesso dos anos 1980 em que Cooper flertou com a música eletrônica, até "Halo of Flies", preciosidade de seu disco "Killer", de 1971.

Também foi incluída no repertório uma faixa inédita, intitulada "I'll Bite Your Face Off". "Em 40 anos de carreira, é a primeira vez que canto uma música que ainda não foi lançada em um show", revela. "É um rock ao estilo de 'Brown Sugar', dos Rolling Stones. Estará no meu novo disco, que sai em setembro".

Os três shows também serão uma oportunidade para Cooper matar as saudades do Brasil. Ele ainda se lembra de sua primeira passagem pelo país, em 1974. "Me falaram que o show seria num local fechado, e era. Só que num local fechado para mais de 100 mil pessoas", lembra, referindo-se ao Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo.

"No dia seguinte, vi minha foto na manchete de um jornal com a palavra 'macumba' escrita em cima. 'O que é macumba?', perguntei para o meu intérprete. Ele me explicou que era um tipo de vudu", conta, às gargalhadas. "Aí eu pensei: se vocês acham eu lembro um sacerdote vudu, por mim tudo bem'".

Alice Cooper no Brasil

Terça-feira (31/05), em Porto Alegre
Pepsi On Stage (Avenida Severo Dullius, 1995)
Ingressos: R$ 90 (pista 1º lote), R$ 100 (pista 2º lote), R$ 110 (pista 3º lote), R$ 120 (pista 4º lote), R$ 200 (mezanino), R$ 300 (camarote) - estudantes têm 10% de desconto
Vendas: Tickets For Fun , pontos de venda e telefone 4003-5588

Quinta-feira (02/06), em São Paulo
Credicard Hall (Avenida das Nações Unidas, 17981)
Ingressos: R$ 100 (plateia superior II e III), R$ 120 (plateia superior I), R$ 140 (pista), R$ 350 (camarotes setor II e poltrona setor II), R$ 400 (camarote setor I e poltrona setor I) - estudantes pagam meia
Vendas: Tickets For Fun , pontos de venda e telefone 4003-5588

Sexta-feira (03/06), no Rio de Janeiro
Citibank Hall (Avenida Ayrton Senna, 3000)
Ingressos: R$ 120 (pista), R$ 200 (poltrona) e R$ 240 (camarote)
Vendas: Tickets For Fun , pontos de venda e telefone 4003-5588

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