Adoniran Barbosa é tema de espetáculo da Cia 3 de Paus

Universo do compositor paulistano é traduzido por três bailarinos

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Adoniran Barbosa
Encerrando as comemorações do centenário de nascimento de João Rubinato, o Adoniran Barbosa, a Cia 3 de Paus apresenta, de hoje a domingo, um espetáculo de dança marcado pelo bom humor e pela malemolência do boêmio paulista. Em "Adoniran", o universo das poesias e a simplicidade desconcertante do compositor são traduzidos por três bailarinos.

O conceito do espetáculo surgiu em 1998. Os bailarinos Aguinaldo Bueno, Sergio Rocha e Ricardo Iazzetta fizeram do apreço pelo trabalho de Adoniran o mote de uma possível coreografia. "Quando a ideia apareceu, percebemos que seria uma obra interessante", conta Bueno.

Durante dois anos, a peça independente participou de festivais. E voltou ao cartaz neste ano de homenagens ao sambista. "A gente brincava dizendo que ia retomar a dança quando estivéssemos velhinhos, mas com o centenário, voltamos um pouco mais cedo", brinca o bailarino.

No palco, o trio faz releituras ao vivo das obras do compositor, além de trabalhar com canções gravadas. Enquanto dançam, os bailarinos usam violão, pandeiro, caixa de fósforos e sapatos para tirar o som. "A gente dança e canta, mas não tem a pretensão de fazer um musical. A ideia é que seja meio tosco, como Adoniran", afirma. Já os movimentos apresentam uma mistura de linguagens. "Temos formação clássica, mas mesclamos um pouco de tudo, de flamenco a sapateado", diz Bueno.

Entre as músicas que ganharam adaptação dançada, estão alguns de seus clássicos. "Trem das Onze", por exemplo, é executado com percussão corporal e a letra vira um tipo de rap. Em "Tiro ao Álvaro", o trio segue o verso da canção ao pé da letra e, em alusão às tábuas, faz uma posição em que ficam com os corpos na horizontal.

Para cantar "Triste Margarida" (Samba do Metrô), contam com o refresco amigo de uma cervejinha gelada, que é bebida no palco. Também não faltam "Iracema" e "Bom Dia Tristeza", sentimento que fica mesmo só no nome da música, garante Bueno. "O espetáculo é bem humorado, tem um toque nonsense, que ele tinha", diz.

Adoniran - Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000). Sala Jardel Filho. Tel. (011) 3397-4002. Hoje, amanhã e sábado, às 21h. Domingo, às 20h. Grátis. Duração: 55 min. 12 anos.

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