Morcheeba retorna ao País e diz: "Música é algo fluido, não dá para controlar"

Por Susan Souza , iG São Paulo |

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Grupo desembarca no Brasil para shows no Rio e em São Paulo em novembro; ingressos custam de R$ 90 a R$ 400

De volta ao Brasil em novembro para shows em São Paulo e Rio de Janeiro, os britânicos do Morcheeba vão mostrar o oitavo disco de estúdio, "Head Up High" (2013), que conta com os vocais delicados de Skye Edwards e instrumentais dos irmãos Paul e Ross Godfrey.

Morcheeba volta ao Brasil para shows no Rio e em São Paulo. Foto: DivulgaçãoMorcheeba volta ao Brasil para shows no Rio e em São Paulo. Foto: DivulgaçãoMorcheeba volta ao Brasil para shows no Rio e em São Paulo. Foto: DivulgaçãoMorcheeba volta ao Brasil para shows no Rio e em São Paulo. Foto: Divulgação

"Música é algo fluido, se você tentar segurar você está indo pelo caminho errado. Você deve seguir por onde quiser e não tentar controlar. Algumas vezes, uso as mesmas ferramentas (para compor), mas as coisas não saem as mesmas porque me sinto diferente e o mundo ao redor mudou", diz Ross sobre os 19 anos com o grupo.

Com base em Londres, o Morcheeba ganhou visibilidade como parte do movimento classificado como trip-hop, uma ramificação da música eletrônica de batidas lentas que tomou a Inglaterra no começo dos anos 1990 e projetou mundialmente artistas como Massive Attack e Portishead.

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"Em uma retrospectiva, o trip-hop foi uma cena legal. Foi um termo que cobriu uma mistura de qualquer som que as pessoas estivessem fazendo no início dos anos 1990. Com a globalização da música, as coisas ficaram um pouco estagnadas por causa da quantidade de materiais disponíveis. Sinto falta dos velhos tempos das cenas locais", desabafa.

Com o segundo disco, "Big Calm" (1998), seguido pelo alcance do single "Rome Wasn't Built in a Day", do terceiro trabalho de estúdio "Fragments of Freedom" (2000), o grupo dominou rádios e faixas de clipes nas TVs do período. Em 2003, alegando diferenças criativas e pessoais, Skye deixou o grupo, retornando em 2010.

Sobre o futuro da música, em especial sobre artistas como Thom Yorke (do grupo Radiohead), que decidiu vender seu disco novo por US$ 6 pela plataforma de downloads BitTorrent, famosa por hospedar links envolvidos com pirataria digital, Ross demonstra pessimismo.

"É uma maneira estranha, mas se você for bem rico você pode seguir por caminhos inexplorados. Músicas no estilo 'faça você mesmo' estão cada vez melhores, mas você ainda precisa se tornar famoso antes, de alguma maneira, para atingir o público de massa."

Morcheeba no Rio de Janeiro
Citibank Hall (av. Ayrton Senna, 3.000 - Barra da Tijuca)
Terça-feira, 11/11, às 21h30
Ingressos: de R$90 a R$400 pela TicketsForFun

Morcheeba em São Paulo
Citibank Hall (av. das Nações Unidas, 17955 – Santo Amaro)
Quarta-feira, 12/11, às 21h30
Ingressos: de R$90 a R$400 também pela TicketsForFun

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