Guitarrista do Led Zeppelin lança livro de fotos e fala de novo projeto

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"No ano que vem vou trabalhar com alguns músicos. Tenho músicas novas que compus ao longo dos últimos anos e nunca gravei", disse o músico

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Verdade seja dita, é preciso ser muito fã de Jimmy Page e de sua antiga banda, o Led Zeppelin, para comprar o novo livro do celebrado guitarrista.

Pesando pouco menos de três quilos e contendo cerca de 650 fotos, "Jimmy Page" tem um peso à altura do homem que popularizou o riff (frase musical repetitiva) do estilo que viria a ser conhecido como hard rock.

John Paul Jones, Robert Plant e Jimmy Page em reunião do Led Zeppelin. Foto: Getty ImagesJimmy Page, durante reunião de Led Zeppelin. Foto: Getty ImagesJohn Paul Jones em reunião do Led Zeppelin. Foto: Getty ImagesImagem do último show do Led Zeppelin, na O2 Arena, em Londres, 2007. Foto: Getty ImagesEntrada do show de reunião do Led Zeppelin ocorrido em Londres, 2007. Foto: Getty ImagesO Led Zeppelin nos bastidores de seu último show: John Paul Jones, Robert Plant, Jason Bonham e Jimmy Page. Foto: (Divulgação)Robert Plant: sem mais reuniões do Led Zeppelin para o vocalista. Foto: Getty ImagesLed Zeppelin em 1969: John Paul Jones, Robert Plant, John Bonham e Jimmy Page. Foto: Getty Images

O livro também é caro: o preço sugerido é de 40 libras esterlinas na Grã-Bretanha e 60 dólares nos Estados Unidos. Mas fã é fã, e quando uma edição limitada bem mais cara foi lançada alguns anos atrás, esgotou rapidamente.

Ficou claro na entrevista à Reuters que Page está orgulhoso da versão nova e atualizada do livro, que começa com uma imagem sua cantando no coral da igreja e termina mostrando o músico já grisalho segurando sua guitarra favorita, uma Gibson Les Paul Standard, com expressão feliz.

“É um termo horrível, mas é uma jornada”, disse Page, hoje com 70 anos. “Você vê as mudanças na moda, nas guitarras, na atitude. Vê esse homem crescendo e acumulando os anos enquanto faz essa jornada.”

O livro está longe de ser uma típica autobiografia. Há poucos textos, e estes são usados essencialmente para conectar as centenas de fotos, que acompanham a vida de Page desde suas primeiras bandas de juventude, passando pelo Yardbirds e o Led Zeppelin, até chegar à sua carreira solo, sua apresentação em um ônibus londrino na Olimpíada de Pequim de 2008 para anunciar os Jogos de Londres quatro anos depois e sua premiação em 2012 no Kennedy Center.

“Isso é para mostrar toda uma carreira na música”, disse ele. “Quando vejo autobiografias ou biografias de músicos, sempre olho as fotografias que escolheram”.

Isso permite, talvez sem querer, um sobrevoo sobre os episódios mais ousados envolvendo sexo, drogas e rock 'n' roll em sua história. As imagens de apresentações arrebatadas intercaladas com turnês mundiais exaustivas não insinuam um bando de coroinhas em um evento religioso.

Mas, contrariando o estereótipo da lenda do rock de vida intensa, Page hoje é um abstêmio magro e de aparência saudável que mora em um vilarejo inglês sossegado às margens do rio Tâmisa.

O momento da entrevista no qual ele mais se anima é quando surge o tema de sua nova banda – embora o Led Zeppelin não vá voltar, segundo ele afirma.

“No ano que vem vou trabalhar com alguns músicos. Tenho músicas novas que compus ao longo dos últimos anos e nunca gravei”, contou.

Assunto, portanto, para mais algumas fotos e uma nova edição ainda mais pesada de "Jimmy Page".

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